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Sobre o autor

Dirceu Machado

Dirceu Machado

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ochorowicz 425x245Julian Ochorowicz nasceu a 23 de fevereiro de 1850 na cidade de Radzymin, Polônia e
desencarnou em Varsóvia, Polônia, a 01 de maio de 1917. Era filho de Julian e Jadwiga
Ochorowicz.

Estudou Ciências Naturais na Universidade de Varsóvia onde se graduou em
1871. Mais tarde estudou na Universidade de Leipzig, Alemanha, onde obteve seu
Doutorado apresentando uma tese sobre Condições da Consciência, orientado pelo
renomado Prof. Wilhelm Wundt, em 1874.
Ochorowicz foi um pioneiro em pesquisas empiricas sobre psicologia tendo
efetuado trabalhos nas áreas de telepatia, hipnose e espiritismo. Seu trabalho mais
conhecido no assunto foi “Introdução e Visão Geral Sobre Filosofia Positivista, 1872” e
“Como se deve estudar a Alma?, 1869”

FILÓSOFO POSITIVISTA

Como poeta, publicou vários poemas na revista Weekly Review sob o
pseudônimo “Julian Mohort”. Escreveu o poema “Avante” em 1873, que foi
considerado como o manifesto básico dos Positivistas poloneses.
Ochorowicz, filósofo, com doutorado pela Universidade de Leipzig, tornou-se o
líder do movimento positivista na Polônia.
Em 1872 escreveu a seguinte definição:“Chamamos positivista a qualquer
pessoa que baseia suas afirmações em evidências observáveis; àquele que não faz
afirmações sobre fatos duvidosos e não fala absolutamente sobre coisas que sejam
inacessíveis”.
Retornando a Varsóvia em 1874-75 tornou-se o Editor-Chefe da revista “O
Campo”.

EXPERIÊNCIA TECNOLÓGICA

Ochorowicz, além de psicólogo, positivista, pedagogo, poeta, filósofo, também
era um pesquisador na área tecnológica. Em 1877 elaborou uma teoria para a televisão
monocromática a ser construída como uma tela ligada a válvulas que converteriam
imagens transmitidas em grupos de pontos de luz.
Em 1885, em diversas ocasiões, fez demonstrações com um protótipo de
telefone por ele desenvolvido. Em Paris, chegou a conectar o prédio do Ministério dos
Correios e Telégrafos com a Ópera de Paris, a 4 km de distância. Na Feira Mundial
de Antuérpia ele se conectou com Bruxelas, 45 km distante. Também conseguiu ligar
a cidade de S. Petersburgo, Rússia a Bologove, a 320 km de distância. Também fez
experimentos com microfones e aparelhos para enviar sons e imagens, sendo, por isso
mesmo considerado um precursor do rádio e da televisão.

PESQUISAS SOBRE MEDIUNIDADE

Em 1881 foi convidado para exercer o cargo de Professor-Assistente de
Psicologia e Filosofia na Universidade de Lwów, Polônia.
Em 1882 foi para Paris onde passou vários anos, pesquisando o fenômeno da
“sugestão mental” ou “telepatia” e hipnotismo, bem como fenômenos mediúnicos que
já havia iniciado desde 1881. Estes experimentos sobre a mediunidade de efeitos físicos
foram levados a efeito com a médium Eusapia Palladino e, mais tarde com a médium
polonesa Stanisława Tomczyk.
Escreveu mais de 100 trabalhos, incluindo livros, artigos e comunicados
científicos nas áreas de psicologia, filosofia e mediunidade de efeitos físicos. Seus
trabalhos mais conhecidos além dos já citados são: “Fenômeno Mediúnico” em 1913,
“Psicologia e Medicina” em 1916 e “Psicologia, Pedagogia e Ética” em 1917. Para os
Anais das Ciência Psíquicas publicou os artigos: “A questão da fraude nos experimentos
Mediúnicos”, 1896 e “Um novo Fenômeno Mediúnico” em 1909.
Em 1900, foi convidado para ser o Presidente do Kasa Literacka em Varsóvia
onde publicou trabalhos sobre pedagogia na Encyklopedia Wychowawcza ( A
Enciclopédia de Educação).
Mais tarde, a partir de 1907 foi convidado para o cargo de Co-Diretor do
Instituto Geral de Psicologia.

Boleslaw Prus

Julian Ochorowiczera colega e companheiro do também professor e escritor
Boleslaw Prus na Universidade de Varsóvia que o retratou como personagem da novela
“The Doll” onde ele seria o cientista “Julian Ochocki”.
Ochorowicz, depois de retornar de Paris para Varsóvia, em 1893 deu uma
série de palestras sobre a Sabedoria do Antigo Egito. Isto, certamente inspirou Prus a
escrever sua novela histórica “Faraó”. Ochorowicz forneceu a Prus uma série de livros
sobre Egitologia que havia trazido de Paris.
Ainda em 1893, Ochorowicz apresentou Prus à médium italiana Eusápia
Palladino a quem havia trazido de Varsóvia para uma série de apresentações em S.
Petersburgo, Russia. Prus compareceu a várias reuniões com Eusápia e, certamente, se
inspirou nos eventos para incorporar muitas cenas de fundo espiritualista em sua novela
“Faraó” apresentada em 1895.

PESQUISAS FINAIS

Ochorowicz, mais tarde, estudou a médium Stanisława Tomczyk, em 1908-09
em seu laboratório em Wisla, Polônia. Na segunda metade do século dezenove era usual
o estudo dos fenômenos mediúnicos por psicólogos de escol como o americano William
James, mundialmente famoso, e que aceitava perfeitamente a explicação espírita para os
fenômenos.
Ochorowicz declarou na "Gazeta Semanal Ilustrada", órgão de grande circulação
n Itália, o seguinte: "Quando me recordo de que, numa certa época, eu me admirava da
coragem de William Crookes em sustentar a realidade dos fenômenos espíritas; quando
reflito sobretudo que li as suas obras com o sorriso estúpido que iluminava a fisionomia
dos seus colegas, ao simples enunciado destas coisas, eu coro de vergonha por mim
próprio e pelos outros."
Julian Ochorowicz, Filósofo, Psicólogo, Pesquisador, B. S., Ph.D. Membro
Honorário das sociedades de Pesquisas Psíquicas de Londres, da Alemanha, da Hungria,
da América, é mais um exemplo de que Ciência e Espiritualidade podem caminhar

Este resumo é baseado em Helene Pleasants (1964) Biographical Dictionary of
Parapsychology with Directory and Glossary 1946-1996 NY: Garrett Publications

ALGUNS TRABALHOS PUBLICADOS

Jaknal eżybadaćduszę? Czyli o metodzie badań psychologicznych (How Should
One Study the Soul? On the Method of Psychological Studies), 1869.

Miłość, zbrodnia, wiara i moralność. Kilkastudiów z psychologii kryminalnej
(Love, Crime, Faith and Morality: Several Studies in the Psychology of Crime),
1870.

Wstępipo glądogólnyna filozofię pozytywną (An Introduction to and Overview of
Positive Philosophy), 1872.

Zdziennika psychologa (From a Psychologist's Journal), 1876.

O twórczości poetyckiejz estanowiska psychologii (On Poetic Creativity from the
Standpoint of Psychology), 1877.

De la Suggestion mentale, deuxie meédition (second edition), Paris, Doin, 1889.

Psychologia, pedagogika, etyka. Przyczynki do usiło wańnasze good
rodzenianarodow ego (Psychology, Pedagogy, Ethics: Contributions toward
Our National Rebirth), 1917.

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