Correio Espírita

Espiritismo em Sessão Solene

AddThis Social Bookmark Button

Pronunciamento do Deputado Federal Luiz Bassuma-PT/BA, durante Sessão Solene em Homenagem ao Bicentenário de Allan Kardec. 28/10/04.

Inicialmente, saúdo a Mesa, o Presidente desta sessão, que muito nos honra, Deputado Gonzaga Patriota, de Pernambuco; o Sr. Nestor João Masotti, Presidente da Federação Espírita Brasileira; o Sr. João de Jesus Moutinho, Presidente da Federação Espírita do Distrito Federal; o Sr. Djalma Argolo, meu querido amigo, que aqui representa o Movimento Espírita da Bahia; a Sra. Creuza Lage, Presidenta da Federação Espírita da Bahia, minha terra de adoção; e o Sr. Jaime Ferreira Lopes, representante do Grupo Espírita Bezerra de Menezes.

Agradeço ao querido amigo Enaildo Viana o esforço para trazer o Coral da Legião da Boa Vontade - LBV, cujo trabalho é extremamente compatível, alinhado e sincronizado com o que o espiritismo advoga: a construção de um mundo fraterno, no qual as barreiras da religião não são impedimento para o exercício da fraternidade.

Agradeço ainda a presença de todos que se esforçaram para aqui estar nesta manhã. Acredito não ter sido fácil, em uma quinta-feira, em Brasília, interromper as tarefas para participar desta sessão de homenagem a Allan Kardec, Prof. Hipollyte Léon Denizar Rivail - seu verdadeiro nome.

Esta na verdade não é uma homenagem. Seria de nossa parte atitude mesquinha e presunçosa imaginar que um espírito de tamanha elevação moral, espiritual e intelectual, que marcou profundamente a história da humanidade, seja do tamanho de uma homenagem, por melhor que seja a intenção. Os espíritos evoluídos evidentemente não precisam disso. A satisfação e a alegria que sentem estão no resultado das obras que, de alguma forma, ajudaram a edificar e a prosperar, independentemente de terem seu nome citado ou não. A homenagem é extremamente secundária e está muito presa a nós, humanos, que damos certo valor a ela.

Todavia, era necessário prestar esta homenagem no Congresso Nacional - tantas outras homenagens foram prestadas este ano - e tinha de ser no mês de outubro. No dia 3 de outubro, ele renasceu, reencarnou em sua última vida. No entanto, não seria possível realizar esta sessão nesse dia por causa do processo de eleição no Brasil. Assim, hoje foi o dia escolhido para, no mês de outubro, nós, humanos, espíritas ou não - isso é secundário - lembrarmos um pouco do significado não tanto da vida daquele que conhecemos por Allan Kardec, mas da sua missão.

As cinco principais obras de Allan Kardec, que já tiveram seus nomes citados pelo Deputado Gonzaga Patriota e por isso não vou repeti-los, foram editadas no século XIX e contêm todo o arcabouço da doutrina espírita em seus 3 aspectos: científico, filosófico e religioso.

O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de abril de 1857,  é o marco zero da doutrina espírita. Esse foi o momento em que a humanidade, pela primeira vez, teve acesso, de maneira racional e organizada, a informações que explicitam o funcionamento do espírito desencarnado - o que não está na matéria - e as leis que regem nossa vida. Esse livro fenomenal contém 1.019 questões que respondem, de maneira simples e sintética, todas as perguntas que podemos imaginar que tenham a ver com nossa vida. Dentre elas, claro, o tripé essencial da filosofia humana. Há milênios, a humanidade busca respostas concretas e pragmáticas para 3 grandes perguntas: de onde viemos, para onde vamos, o que estamos fazendo aqui.

Na introdução do Livro dos Espíritos - já quase um livro, porque tinha de explicar o significado de uma série de palavras novas -, Allan Kardec explicita muito bem seu papel naquela obra, usando pseudônimo. Ele era uma pessoa conhecida e já tinha editado muitos livros. Era um homem muito culto, muito respeitado no meio acadêmico, principalmente em Paris. Não podemos nos esquecer de que Paris, nessa época da humanidade, era o centro cultural do planeta Terra. Porque teve de usar pseudônimo ele diz na introdução de o Livro dos Espíritos: sua missão, a única coisa que lhe estava atribuída nessa vida era organizar a doutrina espírita. Hoje, a palavra mais usada é codificar, ou seja, organizar de forma didática. Daí por que não se escolheu um cientista, um engenheiro, um médico ou um filósofo, mas um pedagogo, um educador - era essa sua principal atividade.

Por isso a vinda, do ponto de vista de sua encarnação, como o Prof. Hyppolite. Por isso a pedagogia: era uma tarefa extremamente árdua.

O fato de ele ter sido poliglota também ajudou muito, porque as comunicações estavam espalhadas por um sem-número de cidades.

Aquela época era de efervescência, de chegada, em grande quantidade, das comunicações vindas do mundo espiritual pela primeira vez de maneira tão intensa. Elas sempre existiram, sabemos disso, desde quando nos entendemos por gente. Há 30 mil anos que se conta a História da humanidade, e sempre os espíritos estiveram se comunicando conosco, de forma mais mística, de forma mais "sobrenatural" - entre aspas -, mas essa nova forma era mais intensa e direta.

Essa não era uma tarefa qualquer, era a missão de, naquela época, pela primeira vez, organizar de maneira sistemática, pedagógica e didática e em seqüência todas as perguntas e o encadear da construção do livro. É claro que fora intuído em alguns momentos- não só intuição, mas mediunidade explícita.

Os espíritos coordenam esse processo. O coordenador-geral do processo de chegada dessa informação é o Espírito Verdade, pelas informações que são dadas em Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e no próprio Livro dos Espíritos. Em vários momentos confundimos a mensagem desse espírito que se identifica como Verdade e que passa a dirigir, coordenar junto com outros espíritos - não precisamos citar nomes de todos, são citados ali e têm esse papel. O Espírito Verdade confunde-se com o próprio Jesus Cristo em alguns momentos.

E tenho até minha opinião pessoal sobre isso. Afinal, é Jesus o Espírito Verdade? Sabemos que isso é secundário porque, em um espírito da dimensão e da evolução de Jesus Cristo - pelo que sabemos teve apenas uma encarnação na Terra e foi a encarnação que marcou profundamente a História da humanidade -, não é o nome Jesus Cristo que importa, mas o significado do seu nível evolutivo. Não interessa o nome, se é João, José, Joaquim ou Verdade.

Allan Kardec teve essa tarefa árdua naquele tempo. Podemos até ter idéia disso porque, até pouco tempo atrás, mesmo no Brasil, mesmo com o surgimento de uma figura tão forte, de um continuador de Allan Kardec, Chico Xavier, a humanidade ainda hoje tem uma série de preconceitos em relação à questão espírita, à questão do mundo espiritual, à questão de quem conversa com os espíritos de maneira cotidiana, natural, como se fosse conversar com os filhos, com os amigos. Essa é uma transformação profunda na vida de qualquer pessoa. Como é que alguém pode continuar sendo o mesmo se, ao ter acesso a esse nível de conhecimento, de maneira racional, passa a conviver com os espíritos de maneira natural? Porque eles estão ao nosso lado.

Neste plenário, onde, nos dias de sessão, há aproximadamente 480 Deputados Federais do Brasil todo, discutindo leis que vão mudar, para que lado não importa, a vida das pessoas - esperamos todos nós que as mudanças sejam sempre para melhor -, onde são debatidos assuntos que têm a ver com a nossa evolução, não somos só nós que estamos sentados homenageando Allan Kardec, mas uma quantidade imensa de espíritos. Aliás, estão em toda parte. Se a população da terra é de 6 bilhões e 400 milhões de almas encarnada, temos uma população espiritual da ordem de 20 bilhões de espíritos. Há muito mais espíritos fora do corpo do que no corpo.

Previsões da ONU e estudos estatísticos sobre o crescimento populacional apontam para um equilíbrio da população mundial por volta de 2050. A população vai parar de crescer. Em alguns países, já parou. Durante o século XXI o crescimento se estabilizará. Em que patamar? Todos os indicadores apontam que a população se estabilizará na ordem de 9 a 10 bilhões de pessoas ou espíritos encarnados. Por que ela se estabilizará nesse patamar? Porque a população espiritual é de 20 bilhões de espíritos. Para cada encarnado, teremos um desencarnado. A cada um que desencarnará, encarnará um. Teremos equilíbrio.

Hoje, temos uma população espiritual muito maior. E como isso é importante, vital. Por que digo vital? Nós, nesse corpo grosseiro - isso a doutrina espírita explicita de maneira exuberante -, podemos esconder tudo que quisermos: emoções, sentimentos. Podemos fazer de conta, fazer teatro, usar máscaras, esconder nossos interesses, nossas intenções, porque são raros na Terra os que conseguem ler o pensamento das pessoas. Esse é um tipo de mediunidade muito rara, a maioria de nós não consegue ler o pensamento de ninguém, mas o captamos, comunicamo-nos através do pensamento, portanto, não temos segredo. Como isso não pode mudar a vida de uma pessoa?

Allan Kardec possui uma frase exuberante, muito conhecida por todos nós: "Nascer, morrer, renascer e evoluir continuamente". Essa é a lei. Temos essa compreensão clara, não porque é um fenômeno religioso, ou porque um profeta disse, ou porque temos de acreditar nisso, por ser um dogma. Não. É porque os espíritos conversam conosco e nos dizem isso o tempo todo, eles curam de maneira exuberante, pintam, escrevem e falam conosco, contam suas experiências. Como isso não pode mudar a vida das pessoas? Porém essa mudança não é qualquer coisa.

Allan Kardec tentou definir quem seriam os espíritas. Eu tenho uma opinião pessoal. Eu sou espírita, a todo lugar que vou, se tiver oportunidade, digo isso. Por que o faço? Por que quero tornar as pessoas espíritas? Por que desejo divulgar o Espiritismo? Não, isso é muito pequeno. Allan Kardec não teve essa intenção e nem Jesus, evidentemente.

Este mundo está cheio de religiões, no Espiritismo apenas um dos aspectos é a religião. Por que necessitamos de religião? Por que precisamos de nos conectar com Deus. A pergunta numero 1 do Livro dos Espíritos é a definição de Deus: O que é Deus? Essa parte religiosa não tem nenhuma novidade, é o Evangelho do Cristo, que já disse tudo, a parte religiosa está pronta, não tem de inovar nada. O Espiritismo não veio para se tornar mais uma religião, seria mesquinhar demais a sua responsabilidade planetária.

Allan Kardec afirma como se reconhece o verdadeiro espírita. É aquele que se comunica com os espíritos? Aquele que acredita em reencarnação? Aquele que vai ao centro espírita? O que dá passe? O que ajuda os pobre? O que faz caridade? Não.

Segundo a definição de Allan Kardec, que julgo de alta inspiração, a principal qualidade do verdadeiro espírita é esforçar-se para melhorar. Essa é a razão essencial de todos estarmos aqui. A vida é, para nós, uma escola, independente de que religião estejamos professando, ou mesmo se não estamos professando religião alguma, independente de que partido político escolhemos para votar, de que profissão exercemos, independente se somos casados ou solteiros. Nada disso interessa.

Qual o sentido essencial dessa vida? É que, quando reencarnamos, começamos uma nova vida, entre tantas e tantas que tivemos. Chegamos ao mundo e encontramos uma realidade, a qual nos vai provocando o tempo todo, seja na família, seja no trabalho, na rua, em qualquer lugar.

Um dia vamos desencarnar. Isso é inexorável. Não sabemos que dia exatamente vai acontecer, quantos dias ou quantos anos, se 20, 50, 80 ou 90 anos, mas isso não importa, esse dia chegará. Ainda usamos, na Terra, um nome inapropriado para o que ocorre nesse dia; usamos o termo "morte" - o espiritismo usa uma linguagem mais adequada. Hoje, está provado cientificamente que a morte não existe. Não há morte de coisa alguma. Nada morre - e isso não é uma explicação do espiritismo. Nós desencarnamos. Esse processo é inexorável. E aí? Desencarnamos para o nada? Não, desencarnamos para continuar os mesmos, sem mudar nada. Apenas deixamos esse corpo grosseiro, tão pesado, tão atrasado, que ainda sua, que cheira mal sem banho, que ainda precisa defecar e urinar. O corpo é grosseiro como ainda é grosseira e primária a nossa evolução: ainda fazemos guerras, ainda permitimos que crianças passem fome num mundo tão rico, tão exuberante; ainda permitimos que haja pessoas analfabetas neste Planeta, em pleno século XXI. No século da Internet, da comunicação instantânea, ainda temos um mundo tão desigual. Segundo a ONU, dos 6 bilhões e 400 milhões de almas encarnadas, 2 bilhões, ou seja, um terço, está na miséria, vivendo de forma indigna e desumana.

Este é o mundo que construímos diariamente. Como? Porque reencarnamos. E onde estamos? Onde somos colocados? No melhor lugar para evoluirmos: aqui, com as pessoas que estão à nossa volta. Este é o melhor lugar para evoluirmos, é o lugar com as melhores condições para a nossa evolução.

No dia em que desencarnamos, temos a resposta. A resposta à pergunta é inexorável. Você voltou à Terra e viveu mais uma vida. Ninguém vai querer saber se você fez palestras bonitas, se escreveu mensagens maravilhosas, se pintou quadros belíssimos, se construiu um hospital, se deu sopa para os pobres. Tudo isso é secundário.

Qualquer obra que se faça nessa vida é secundário se ela não o melhorou, não o tornou uma criatura menos agressiva, menos arrogante, menos orgulhosa, menos vaidosa, menos tantas coisas que ainda há de ruim e, principalmente, mais humilde.

Na política, então, isso é uma coisa fantástica. Vocês já viram alguém na vida reclamar de uma pessoa porque ela é humilde? Mas como a arrogância atrapalha! Como a arrogância, o orgulho e a vaidade incomodam! Porque todos temos orgulho e vaidade e o choque de orgulho com orgulho é muito conflituoso.

A esse esforço a doutrina espírita veio trazer apenas uma ferramenta brilhante, a qual não afirmo ser a melhor, pois também temos o Budismo, o Confucionismo e tantas outras correntes religiosas fenomenais.

Um autor americano chamado Huston Smith escreveu um best-seller intitulado "Religiões do Mundo", reeditado há mais de 20 anos. Trata-se de um estudo sobre as principais religiões do mundo e que traz na capa a regra de ouro, que, segundo o próprio autor, é uma idéia presente em todas as religiões. Algumas a trazem em destaque, outras não; mas o Espiritismo vem realçar de maneira intensa essa regra de ouro citada por Jesus Cristo, Buda, Confúcio e até por Sócrates: "Faça com os outros aquilo que você gostaria que os outros fizessem com você".  Jesus disse isso de maneira mais filosófica, e poucos entenderam: "Ama ao próximo como a ti mesmo".

Muitos de nós podemos entender esse mandamento com facilidade. Jesus foi mais longe e disse que essa regra resume todas as leis. Todos os ensinamentos dos profetas se resumem nessa única lei, e o espiritismo realça isso.

Quando Kardec cunhou a frase aqui também citada pelo Djalma Argolo, "Fora da caridade não há salvação", muitos a interpretaram de maneira linear, ou seja: que caridade é essa? Dar esmola, dar um conselho, dar um passe? Tudo isso é importante - e não estou dizendo que não é -, mas ficar insensível à miséria humana é coisa de quem ainda é muito egoísta. Mas não se trata apenas dessa caridade. Indago: qual é a maior caridade que podemos fazer? É nos tornarmos melhor com a mulher, com o filho, com a pessoa que está com o poder acima da gente ou, principalmente, com aquela que não tem nenhum poder e está ao nosso lado.

Alguns costumam dizer que os seres humanos aqui na Terra só são realmente conhecidos quando têm o poder na mão. Enquanto eles não o têm, a própria vida controla seus impulsos e suas reações. Mas dê-lhes o poder e assim se poderá medir se a criatura realmente está madura ou não.

No ano passado fizemos uma sessão parecida com esta, quando homenageamos o primeiro ano do desencarne do Chico Xavier. Muitos dos que estão aqui também estiveram naquela, estou reconhecendo alguns. Hoje fazemos essa homenagem ao Allan Kardec.

Rótulos não mudam ninguém. Dizer que sou espírita não melhora nada. Dizer que sou católico ou evangélico é utilizar  rótulos que nada significam.

Quando me faço essa pergunta diariamente, já que o espiritismo me deu essa ferramenta, preparo-me todos os dias para essa viagem que está muito próxima. Hoje estou com 48 anos; amanhã, 49. Tenho que estar com as minhas malas prontas para quando Deus decidir que essa encarnação terminou. Não sei que dia será, mas pode ser hoje, portanto tenho que estar com as minhas malas prontas.

O que é estar de malas prontas? Quando viajamos de férias, programamos a viagem e a podemos arrumar com antecedência, mas nessa viagem a que me refiro - que é o retorno à pátria espiritual, a maior de todas as viagens - podemos ir de primeira classe ou podemos ir no último vagão da carga. Temos que escolher qual a forma de fazermos essa transição e preparar as malas para a viagem mais importante que faremos. E como faço isso? Pelo menos eu, segundo as informações do espiritismo, principalmente do "Livro dos Espíritos", tenho que fazer essa pergunta todos os dias, porque essa mala tem estar pronta, pois não sei se amanhã de manhã vou estar vivendo com este corpo. No dia de hoje, dia 28 de outubro, quando deitar minha cabeça no travesseiro - e só vou repousar o corpo, porque o espírito nunca dorme -, vou me perguntar se fiz alguma coisa ou, o que é o mais importante, se deixei de fazer alguma coisa de que me envergonhei? Se hoje eu retornar à pátria espiritual e, por acréscimo de misericórdia, reencontrar amigos queridos, perguntarei a mim mesmo: no dia de hoje fiz ou deixei de fazer alguma coisa da qual eu tenha de me envergonhar ou que me leve a esconder ou baixar a cabeça? Se tiver, então, amanhã cedo, pela manhã, logo depois do café da manhã, o que por acréscimo de misericórdia me for concedido, vou lá consertar.

Às vezes, consertar no corpo dói e é difícil, mas deixar para consertar depois que chegarmos ao mundo espiritual seguramente é muito mais difícil e doloroso.

Fico feliz por estar acompanhado de muitos espíritos bons que vieram ter conosco nesta manhã, espíritos que já tiveram missões importantes na Terra, principalmente na área da política, já que esta é uma Casa política. Fico muito grato a todos que para aqui vieram e feliz por estar fazendo essa singela mas importante homenagem a Allan Kardec.

Viva o espiritismo, os espíritos e todos nós que nos esforçamos para construir um mundo melhor!

Muito obrigado. (Palmas.)

Compartilhar

Redes sociais Facebook

Área Restrita

Home Top of Página
Criação e desenvolvimento do site: Flávio Filipe Web e Designer Gráfico