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Artigo do Jornal: Jornal Dezembro 2018

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

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Faz muito tempo – mais de 50 anos – que falo, escrevo e trabalho com Magnetismo e a cada tempo que passa, toda essa Ciência só se engrandece em minha mente, em minha alma, em minhas práticas.

Já teve quem dissesse que essa minha percepção é motivada por interesse: vaidade, egoísmo, ardor da juventude, frieza da idade que avança, enfim, muitos são os motes que alguns usam para atingir não à pessoa, mas ao fim ao qual me empenho. Mas no fundo há mesmo um interesse, um grande interesse por sinal: o de rever o Espiritismo robustecido por readotar o Magnetismo, do qual jamais deveria ter-se afastado.

Muitas pessoas e casas lutam e se pronunciam abertamente contra o Magnetismo, e ironicamente se dizem seguidoras de Allan Kardec. Muita gente se diz caridosa, mas que fazer caridade empregando o Magnetismo não é ideal, pois ele é muito desgastante, cansativo e ainda pede muito estudo. Não são poucos os que desdenham das técnicas do Magnetismo, mas quando os chamados “passes simples” falecem ou a medicina não oferece mais esperanças, então se “descobre” a potência contra a qual se lutou infrutiferamente.

Diz o dito popular que “falar é fácil; difícil é fazer” e talvez seja por isso que se fala tanto, como a esconder a necessidade do ter que fazer.

Numa discussão recente surgiu uma vertente da negação do Magnetismo que soa generosa e eficiente; trata-se da pergunta: entre o amor e as técnicas, com qual você fica? Com a questão se aponta numa direção onde ela pode ser qualificada como sendo de fundo falso, pois que o amor e as técnicas não são excludentes; ao contrário, elas se somam e se fortalecem quando unidas. Isto me lembra uma pegadinha feita por quem quer desacreditar de Deus: “Se Deus pode tudo, então ele pode criar uma pedra tão grande que nem Ele possa suspender”. Mas nem mesmo a questão do “amor” aí colocada está ponderada, pois se pretende crer que todos temos amor vivo no coração, quando só muito raramente encontramos pessoas possuidoras desse sentimento buliçoso e rico, vertido em prol do próximo, sem medos e sem peias, sem interesses subalternos ou sem esperar retribuições.

Ademais, quando se pretende confrontar amor com técnicas, como as técnicas dependem do aprendizado do praticante, o amor igualmente deve ser desenvolvido pelo doador, mas aí costuma ser interposto um outro desvio: o de que devemos amar a quem ajudamos, quando o correto seria deixar claro que o que fazemos deve ser feito com amor, pois é esse tipo de sentimento que purifica o ato. Mas ora; se o amor precisa ser interior para ser realizado em sua força maior, o que se esperar de um amor que se decide e se dedica a estudar e a se aperfeiçoar, justamente em nome do amor que se pretende desenvolver? Isso é que é a grande questão, a grande fusão, o grande curador.

Em nosso meio espírita temos feito desvios de foco, com isso pretendendo diminuir ou zerar o valor ou a importância do que é essencial. Tomemos um exemplo comum e frequente: é dito que “só se pode aplicar passes nos Centros Espíritas”. Na análise do caso, qual seria o ponto a ser atingido? Claro que seria o atendimento a quem necessita. Então, por que o que prevalece é o local e não o objetivo? Esse tipo de desvio é tão comum e recorrente que sequer percebemos os prejuízos que deles podem decorrer. O mais grave é que esse tipo de desvio é falado aos quatro cantos, com isso deixando inseguros aqueles que poderiam atender ou socorrer pessoas noutras situações que não fossem limitadas à presença em Casas espíritas.

Como já tive oportunidade de escrever em muitos dos artigos que publico nesta coluna, o Magnetismo é base e parceiro do Espiritismo e isso foi declarado e afiançado por Allan Kardec e pelos Espíritos que ditaram a Doutrina, além de ratificado por autores encarnados e desencarnados. Apesar disso, o uso e a aplicação do Magnetismo seguem restritos e quase sempre precisando derrotar, a cada vez, leões, dragões e outros bichos para se poder realizar o bem que o Bem espera de todos.

Este artigo bem que poderia apenas falar acerca do lado positivo do Magnetismo, mas o fato é que não podemos calar ante muitos absurdos que se propagam, como a demonizar uma fonte inesgotável e por demais poderosa de se fazer o bem, não apenas curando corpos, mais igualmente ajudando a se ter mais qualidade nas reuniões mediúnicas, impulsionando o bom uso dos potenciais da humanidade e até mesmo complementando, energeticamente, os esforços morais dos indivíduos para que caminhemos mais firmemente rumo ao progresso.

Por fim, se atualmente falamos tanto em transição planetária e ela, bem o sabemos, depende diretamente do progresso moral, como atingi-lo sem se fazer o bem? E como fazer o bem de forma mais eficiente se abrimos mão de um dos maiores elementos que a Natureza nos presenteia, o Magnetismo?

Falemos menos; falemos menos mal do que é bom, mas façamos o melhor, resgatando e empregando as melhores ferramentas.

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