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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2018

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

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Segundo seus grandes autores, o Magnetismo é Lei Natural e, como tal, não pode ser simplesmente desprezado, sem daí advirem prejuízos ou atrasos. Força poderosa que, por si mesma, consegue promover transformações físicas e morais naqueles a quem atinge; segue firme, indiferente se lhe dão crédito ou sequer lhe apercebam, ou não, sua presença, seus efeitos. Os prejuízos, portanto, ficam para aqueles que não caminham em busca de seus benefícios, seja a quem aplica, como a quem recebe.

Há um desvio na relação do homem com essa Ciência Natural; discutem-se aspectos técnicos ou mesmo filosóficos de sua existência, consumindo-se laudas e discursos, na medida em que o ideal seria o empenho mais objetivo na busca de seus valorosos resultados. Tem sido assim desde Mesmer, passando por outros grandes autores magnéticos, registrando-se menos os feitos e efeitos da prática do que as querelas que tais discussões ensejam. Enquanto isso, a humanidade vive sofrendo a perda de suas ações mais diretas, que podem dar rumo às superações tão felizes que se buscam.

Sendo assim, vamos tocar nesse assunto de forma mais objetiva.

Por uma opção originariamente desconhecida, ao longo da história se regula que o ideal seria o uso apenas das imposições (de mãos) e que os movimentos se tornariam dispensáveis, por quererem imaginá-los apenas encenações. Com isso deixa-se de perceber que as primeiras são concentradoras energéticas, enquanto as segundas funcionam como dispersivos. Senão vejamos: com as imposições podemos imaginar seu uso em reposições ou complementações de “energias”, enquanto com as segundas trabalhamos os congestionamentos, muito mais comuns do que se imagina. Disso resulta que, para se proporcionar um melhor atendimento geral, em vez de só imposições, sejam aplicados dispersivos conjugadamente, até porque eventuais excessos oriundos das imposições seriam naturalmente ajustados pelos dispersivos.

Observemos aqui outro detalhe muito relevante. Igualmente se estabeleceu aplicarem passes apenas na parte da frente do assistido, o que indica que, mesmo sem nos dar conta disso, está sendo considerado o “fluxo” fluídico (parte frontal, no sentido do coronário para o genésico). Mas – ensina a Natureza – como o que flui naturalmente reflui, esquecer ou desprezar os mesmos passes às costas é não contar com o necessário socorro que muitas pessoas precisam para, de fato, saírem de suas crises, muitas das quais se dão por congestionamentos nos chamados “refluxos”. Destaco: os passes às costas também são realizados da cabeça para os pés, em virtude do sentido de mais alta para mais baixa frequência energética do corpo. Fica a questão: se os passes só à frente não estiverem apresentando os resultados procurados, por qual motivo não fazemos os mesmos também às costas?

E aqui temos um outro ponto de crucial relevância, mas que fora dos grupos que realmente estudam e trabalham o Magnetismo, poucos consideram. Quão mais perto do corpo do assistido operamos, mas as reações magnéticas são ativantes, e quão mais distante, mais e melhor alcançamos o chamado campo calmante. Como, então, não considerar isso em nossas práticas rotineiras?

Existe ainda uma infinidade de outros fatores, mas me permitirei acrescentar apenas mais um. Por que se pretende padronizar terapias magnéticas, quando é por todos sabido que os males que afligem os seres são infinitamente variáveis, sejam na intensidade, assim como na repercussão psíquica a que dão causa? Seria justo estarmos buscando modelos fechados, menosprezando os estados reais dos que nos buscam?

Todos sabemos, mas é imperioso lembrar: o Magnetismo é uma Ciência e, como tal, está de mãos dadas com o Espiritismo. O singelo passe que aplicamos em nossas Casas é e deve ser entendido como uma atividade decorrente de uma Ciência Natural, portanto pedindo estudo sério e continuado, além do respeito devido aos que, cheios de esperanças, nos buscam pedindo socorro, muitas vezes como última chance para suas vidas, outras como tábuas de salvação.

Em muitos e muitos casos, apenas um reconhecer e um aplicar os elementos básicos, como os aqui citados, já dotará nossos atendimentos magnéticos de uma qualidade fenomenal, demonstrável pelos muito felizes resultados que advirão e, além disso, servirão de estímulo a novos estudos, e motivarão a fé que pede ação firme e coerente na busca da vivência do Grande Bem.

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