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Artigo do Jornal: Jornal Janeiro 2017

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

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Estamos concluindo mais um ano. E que ano! 2016 tem sido decantado como um ano muito difícil, com muita gente rogando que ele passe o mais rápido possível. Numa espécie de letargia coletiva, parece que estamos envolvidos por uma ideia tão falsa como sem base lógica: a de que um ano, só e somente por si só, é capaz de criar ou foi o responsável pelo que se chama de crise, proliferação do mal, corrupção à solta e tantas mazelas que envolvem a quase totalidade da população pelo menos a brasileira.

Uma outra realidade, entretanto, nos diz que em momentos mais graves somos todos convidados a refletir sobre valores mais preciosos e pouco valorizados em tempos de bonança. A moral, por exemplo, em especial a que nos toca individualmente: nesta parece estar claro que se encaixa o compromisso ético para com aquilo de bom em que se acredita. Metido nesse aparente contraditório, e trazendo reflexões para o verdadeiro Espiritismo, fico imaginando como deveríamos aproveitar esses tempos para aprimorar nossos meios de aprender e servir com mais eficiência...

Tenho assistido e acompanhado um novo movimento, ainda pequeno, é bem verdade, mas muito sólido, no qual pessoas e Casas estão se preocupando em dar mais qualidade ao entendimento dessa abençoada Doutrina, estimulando nosso envolvimento a fim de que ela seja revivida em seu tríplice aspecto e não apenas na feição de religião. Isso sim, quando ampliado, produzirá transformações que parecerão mágicas, porém serão reais.

E isto é urgente, pois, em meio a todas essas crises, muitas patologias parecem recrudescer e os desajustes psicológicos e emocionais, pessoais e coletivos, avançam ceifando no combalido campo dos terrenos das almas.

E para quem não se vê lutando por suas próprias vitórias, elege-se orando a pedir que o ano termine, como se logo após a virada deste tudo se renovasse, como por milagre, trazendo bênçãos que, na verdade, não são buscadas na sintonia de emissões compatíveis com os desejos.

A Doutrina Espírita nos fornece elementos dos mais variados tipos e padrões para que superemos muito disso tudo que ocorre. Renovação de mente e coração; tentativas de superação de si mesmo, fundando-se na doação mais intensa e na renúncia dos predicados que pouco contribuem para a melhoria pessoal ou coletiva; esforço para domar as más inclinações; enfim, tudo o que já está tão bem preconizado na base espírita.

No tocante às curas, às ajudas mais diretas, notadamente no campo da saúde, fica ainda mais evidente que o resgate do Magnetismo, verdadeira alavanca a soerguer os potenciais do real Espiritismo, torna-se imprescindível e sua retomada inadiável.

Quando Jesus nos advertiu, com sua judiciosa ponderação: - ... Oh! Geração incrédula e depravada! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? (Mateus, 17, 17), embora gritasse para a multidão de então, que na ocasião não conseguia curar uma simples enfermidade, seus ecos foram tão fortes que ainda hoje ressoam, fazendo-nos ouvi-los, de maneira ainda mais forte, nesses dias em que nos acomodamos a esperar uma singela mudança de calendário, quando a Vida nos convoca ao servir com sabedoria e destemor.

Sim! Jesus falou a cada um de nós! E, considerando o Espiritismo como a revivescência de seu Evangelho, onde estaremos arquivando as potências magnéticas com as quais a Divindade nos potencializa para que executemos o bem que o Bem nos aguarda, mas que muito pouco temos feito? Será que o discurso do basta frequentar a Casa Espírita ou participar de uma mediúnica substituiu de vez o Fora da Caridade não há salvação? E o que seria o Magnetismo, atuando em favor de multidões desalentadas e sofridas, senão a expressão maior de uma caridade ativa e eficaz?!

Deveras! Jesus parece que ainda seguirá repetindo seu brado, enquanto muitos esperarão apenas o passar do calendário para que a vida se normalize. Duro será quando se perceber que essa mudança não se fará até que a façamos dentro de nós mesmos.

Feliz Natal! E que 2017 seja mais um ano em que possamos aproveitar todas as oportunidades para aprender e servir, assumindo a verdadeira postura de Espíritas que somos ou que queremos vir a ser.

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