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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2013

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

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     Estive no Estado do Rio por esses dias…

     Várias Casas me receberam – na Capital e em Niterói – e a semana de atividades foi concluída no stand do Centro Espírita Léon Denis, na XVI Bienal do Livro. A convite dos amigos daquela Instituição fiz uma palestra nessa Casa, outra na própria Bienal e ainda participei de duas entrevistas.

     Mas o que isso tem a ver com o tema deste artigo?

     Aprendi que a perseverança promove as grandes conquistas. E tenho sido bastante perseverante nos estudos do Magnetismo. A rigor, desde quando tinha 15 anos de idade comecei a me dedicar a esse estudo, e assim vivi em meio a espantos e surpresas: espantos pelo quase total desconhecimento do assunto no meio espírita e surpresas pelas grandes descobertas e ricos resultados que essa ciência tem a nos oferecer.

     Quando comecei a falar publicamente sobre passes e magnetismo, confesso que era sempre reduzido o público disposto a ouvir sobre tal assunto, além de perceber uma refrangibilidade quase irracional quando dizia coisas, que considero simples e básicas, que contrariavam os procedimentos tidos como normais nas práticas espíritas.

     Por tudo isso, minha percepção de como o Magnetismo era acolhido no nosso meio sinalizava para um descrédito enorme e uma acomodação nos procedimentos equivocados ainda mais forte, diria até virulenta, pois ainda segue contaminando uma enorme maioria.

     Assim, nessa viagem ao Rio, bem como praticamente todas que tenho realizado, proferindo palestras acerca do Magnetismo e seminários teórico-práticos sobre os princípios dessa ciência irmã gêmea do Espiritismo, evidenciou mais uma vez o crescente número de pessoas e Casas interessados em melhorar suas ações e seus serviços ao próximo fazendo uso mais consciente e responsável desse abençoado mecanismo divino.

     Quando publiquei o livro Reavaliando Verdades Distorcidas, pretendia apenas levar um singelo subsídio aos participantes de meus seminários, no qual condensei o que Allan Kardec e os Espíritos da Codificação disseram acerca do Magnetismo e do vínculo dessa ciência com nossa Doutrina. O número cada dia maior de leitores que compram e refletem acerca do que ali escrevi é outro indicador de que o interesse pelo Magnetismo parece ter ressurgido com total força.

     Por outro lado, um evento anual que começou de forma bastante informal e com interesse bem limitado, de repente atrai a atenção de uma multidão imensa de trabalhadores e estudiosos espíritas, tanto que na última edição do Encontro Mundial de Magnetizadores Espíritas, ocorrida em maio passado na cidade de Arraial d’Ajuda, Porto Seguro, Bahia, suas vagas foram encerradas com mais de um mês de antecedência do início do mesmo. E para 2014, cujas inscrições foram abertas recentemente e já conta com um surpreendente número de gente inscrita, sinaliza que, embora o EMME só vá ocorrer em maio, ainda neste ano serão encerradas as inscrições por absoluta falta de vagas – e isso já se considerando que o número total de vagas foi praticamente dobrado em relação ao evento anterior.

     Outro fator extremamente relevante é que hoje já não se fala apenas em passes; fala-se em passes dispersivos, relação magnética, terapia fluídica, água magnetizada, usinagens fluídicas… E não é de se surpreender quando uma pessoa chega a uma Casa Espírita e pergunta se ali tem passes para tratamento de depressão ou alguma enfermidade específica. O próprio público começa a dizer que não quer apenas um “passe simples” e sim que sabe se tratar de algo mais sério, maior, mais feliz.

     É claro que muitos ainda relutarão ante as evidências da utilidade e urgência de se aplicar tudo aquilo que Allan Kardec nos sugeriu. Ainda teremos muitos orientadores falando que “os Espíritos fazem tudo”, como a se esconderem do que deveriam estar, eles mesmos, fazendo o que é de dever e responsabilidade dos encarnados. Certamente o estado geral de acomodação pouco produtiva se demorará na mente e no coração de quem não se abre para as evidências, mas se Jesus lutou, sozinho, para se fazer compreender, que deveremos fazer todos nós, os que acreditamos que Deus não nos arremeteu para as experiências da vida sem condições de superá-las?

     Nos dias atuais o Magnetismo começa a romper a resistente casca que atrofiou nossas ações. Já não prevalecerá a força do “faça o que eu digo” nem o “sempre foi assim”. Magnetismo é vida e vida é ação. E para que nossa ação seja vital e real, façamos brotar de vez essa imensa e frondosa árvore, cujos frutos saciarão a fome e a sede de tantos quantos sabem e esperam as bênçãos Divinas pelas mãos de seus filhos, nossos irmãos!

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