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Sobre o autor

Pedro Valiati

Pedro Valiati

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No início do ano, através de mensagem psicografada, fomos levados a uma admirável reflexão, muitas vezes limitada pelas estradas da rotina que nos deixam escapar as belezas da vida, as sutilezas da criação: a perfeição dos sistemas estelares, demonstrando equilíbrio perfeito; a natureza em perfeita sintonia, cumprindo o papel evolutivo, apesar das agressões sofridas com o passar dos anos.

Entretanto, para a nossa reflexão do mês, analisemos a mais fantástica máquina conhecida, capaz de dar vazão a vida física, acoplando-se perfeitamente ao espírito nas mais diversas necessidades encarnatórias. Quando analisamos a genialidade de alguns processos do corpo físico, a digestão e absorção dos alimentos, a sincronia dos órgãos respiratórios no momento do nascimento etc., temos a certeza de que o “projeto” foi muito bem-feito. Porém, o processo de formação da imagem no sistema ocular e respectivo armazenamento na memória nos traz útil analogia ao mundo espiritual.

A máquina fotográfica é, de certa forma, uma imitação dos nossos olhos, no que tange a formação da imagem. A pupila contrai e dilata-se, regulando a intensidade de luz; a imagem, então, atravessa a córnea, maior responsável pelo ajuste do foco; passa pelo cristalino, verdadeira lente a auxiliar na formação da imagem na retina, onde a imagem é, finalmente, transformada em impulsos e levada até o cérebro através do nervo ótico para, então, armazenar-se na memória e não mais sair de lá. Incrível semelhança é observada no processo de formação da respectiva imagem espiritual, nos informa o autor da mensagem psicografada mencionada acima. O espírito, vetor da máquina corpórea, emite, através das conquistas ou dificuldades adquiridas, pensamentos impulsionados pelos sentimentos, desferindo atos mais ou menos felizes. Tais atos obedecem compulsoriamente à lei de ação e reação, onde, bons ou maus, resultado de bons sentimentos ou vícios, retornarão ao corpo perispirítico, ficando neste armazenados para sempre, formando-lhe imagem mais ou menos bela, colocando o ser inteligente sob a tutela das leis divinas, conforme o arbítrio de seus atos. Tanto mais bonitos os sentimentos e, consequentemente, os atos, mais bela a imagem espiritual formada.

A vida é um eterno garimpar de virtudes, mesmo que promovidas nas raias das dores acerbas, sofrimentos e angústias muitas vezes caladas, reveladas apenas àqueles que, se resignados, arrastam as correntes das inconsequências pretéritas. Contudo, da mesma forma que ajustamos a atualidade, através dos sentimentos e atos perpetrados no passado, colocando-nos em conúbio com o presente, temos incipientes em nós as potencialidades de reeducação e trabalho a afinizarmos com futuro mais feliz. Tudo depende das motivações interiores a melhorar a respectiva aparência perispiritual, pois, como vimos, os sentimentos geram ações que dão o tom, cores e formas à imagem transcendental e são vistas por toda comunidade espiritual, acentuando vícios ou virtudes, angariando saúde ou dificuldades físicas, promotoras de auxílio divino ou processos obsessivos cruéis, tudo isso armazenado, vivo e presente em nós, no material adquirido através do bailar dos idos tempos de nossa existência.

Tal qual a pupila, busquemos a luz exterior para dentro de nós, através da reforma íntima. Respeitando as tarefas da córnea e cristalino, focalizemos sempre no bem, buscando, através das boas atitudes, a superação das respectivas dificuldades, resultando e projetando na “retina espiritual” a beleza das atitudes de amor. O balanço destas nobres atitudes será levado, através dos trâmites das leis de causa e efeito, ao nosso corpo espiritual, lá permanecendo por toda a eternidade, tal como a imagem levada pelo nervo ótico ao centro da memória. Com o evoluir gradativo e constante, a forma geral do perispírito se reforma, sob a luz e o amparo divino a nos direcionar nas trilhas reencarnacionistas, fomentando novas perspectivas e aspirações morais através das provas e expiações apresentadas no cotidiano, angariando-nos novas virtudes e paisagens espirituais mais belas, imagens mais próximas e semelhantes à de Deus – Gênesis 1:26.

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