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Artigo do Jornal: Jornal Dezembro 2018

Sobre o autor

Pedro Valiati

Pedro Valiati

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À vinda do Mestre, estava previsto retornar a luz aos olhos escurecidos, a volta dos movimentos aos músculos paralisados, acalmar corações fatigados, consolar os aflitos da alma, tratar dos obsidiados e viciosos do caminho, e, de alguma forma, atestar a vida após a morte, a derrota do sepulcro.

Nada disso, contudo, seria possível sem, da mesma forma, enfrentar o orgulho humano latente, a desdita moral que persiste, a renitência da alma enferma. O desafio era grande, infinitamente menor, porém, que as potencias do Mestre.

Quão útil foi, aos fariseus, ouvir adjetivos fortes, “sepulcros caiados”; Os vendilhões se achavam no direito adquirido das vendas desonestas do templo, na casa de Deus. Acabar com as atividades comerciais também exigiu energia e moralidade firme; Devemos entender que nada fácil foi, diante dos familiares desorientados, perguntar, quem seria realmente a Sua família.

Por fim, quebrar velhos e improdutivos hábitos os quais impediam o auxílio fraterno, verdadeiros paradigmas, em nome de uma nova e bendita ordem. Mencionamos, como exemplo, a então proibição das atividades aos sábados.

Incompleta seria a passagem do Cristo sem tais ensinamentos morais, fiando somente na superficialidade, ou atendimento ao corpo material. O mesmo se aplica a nossa tarefa individual.

Momento chega em que é necessário aprofundar à dor humana. Em nossas atividades do amor já fazemos muito, o convite é para que façam ainda mais.

Percebamos a turba de irmãos entre idas e vindas nos surtos mentais, outros tantos sob análise de crimes morais, revisitando antigos hábitos, outros propositadamente simplesmente insistem na superfície doutrinária, não se envolvem, porém, já entendem-se necessitados.

Bem sabemos que existem assuntos muito difíceis de serem abordados, porém, precisam ser ouvidos. Temos a obra Kardequiana como guia seguro, obras complementares absolutamente esclarecedoras, além da mensagem única contida no evangelho do Cristo.

Muitos adentram-se a Casa Espírita, ou seja, a instituição a qual tem o espírito imortal como prerrogativa, a continuidade da vida após a morte como cerne, sem entender o valor da vida, coadunando, concordando, por exemplo, com as ideias abortistas. Não são poucos desde as mais tenras idades. O aborto é ideia espraiada a sociedade.

Muitos aqui adentram as casas espíritas sob ideias suicidas, quantos se achegam a casa como último bastião da ação do autoextermínio. Enquanto espectadores, muitas vezes escutam apensa palavras superficiais, sem a ideia clara da consequência, sem a informação da esperança, da importância da vida.

A problemática humana é desafio diário, alguns bastante duros: Decepções familiares, frustrações amorosas, contrariedades diversas, doenças físicas importantes, provações financeiras, entre outros.

Falemos às almas em profundo desgosto pela vida, precisam ter a noção de consequência e, principalmente, compreender as lições da esperança, tudo passa.

Outros tantos viciados, envoltos em obsessões severas, adentram nas instituições espíritas por concessão divina. Um vizinho ou amigo os trouxe, atendendo a inspiração da providência. Irmãos entregues ao que chamam de vida, distante, contudo, da plenitude que a mesma sugere, conforme ensinamentos do Mestre.

Irmãos que buscam os prazeres materiais, o álcool diariamente, a droga ilícita como fuga espetacular da vida miserável que levam.

São esses, muitas vezes, os espectadores: Viciados, melancólicos, depressivos e obsidiados. Como não encarar tais temas?

O desafio de falar o contraditório, porém, necessário é o exemplo do Cristo a ser seguido. Não acreditemos ser a palavra inútil a esses corações. Por vezes a semente vem antes do arado, sendo a semente boa, cedo ou tarde frutificará, porém é necessário que lá esteja.

Cada minuto nas salas de aula, cada instante no púlpito deve se aproveitado para temas difíceis, porém, necessários.

Hoje, sob o esclarecimento da responsabilidade individual do trabalhador espírita, aprofundamos no entendimento da mensagem do Cristo, para que não se coloque a luz onde os olhos em sofrimento, em dor, não possam alcançar.

Divulguemos a luz, espalhemos a esperança, aliviemos as dores, consagremos os corações, acolhamos almas, cultivemos sorrisos perdidos e tornemo-nos, todos nós, sob a égide do santo espírito do Mestre, filhos de Deus, no sublime exercício de apacentar-Lhe as ovelhas.

Paz a todos!

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