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Artigo do Jornal: Jornal Dezembro 2017
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Termina mais um ano. Chegamos mais uma vez ao final de uma jornada demarcada pela contagem de tempo terrena. E mais uma vez aproxima-se o Natal, uma data comemorada por cristãos dos mais variados títulos, e até por não cristãos, seguindo os costumes de familiares e/ou de amigos.

Comemoração muitas vezes levada a excessos de todo tipo. Comemoração muito frequentemente sem que se leve em conta o real significado dessa data, do Natal...

Há pouco mais de dois mil anos nasceu entre nós um menino, em berço humilde, filho de pais que hoje classificaríamos como de classe média baixa. Nasceu portador de uma grande e grave missão, muito provavelmente insuspeita àquela época pela maioria daqueles que o cercavam. Contudo, aquele espírito, em espírito, sabia por que aqui se apresentava – veio trazendo como meta a divulgação, a vivência e, assim, a implantação das verdadeiras leis morais, leis assentadas, elas sim, na lei maior, na lei divina.

Muito antes dele, milênios mesmo antes dele, foram essas leis, de uma forma ou de outra, trazidas aos seres aqui encarnados. Todavia, ao nível de entendimento daqueles tempos, elas não foram compreendidas e foram adaptadas às necessidades humanas ainda primárias e primitivas. E foram consequentemente deturpadas, alteradas em função de ambições as mais variadas – e, como bem disse um respeitado filósofo muito recentemente, cometeram-se os mais atrozes crimes da história da humanidade em nome da lei moral, da lei de Deus!

E, lamentavelmente, hoje ainda, após tanto tempo, depois de um longo, árduo e em geral doloroso caminhar, hoje ainda continuamos sem as entender em profundidade, sem as assimilar verdadeiramente. Contudo, hoje já não podemos alegar ignorá-las, desconhecê-las, mas ainda hoje insistimos em adaptá-las aos nossos interesses, pessoais ou mesmo coletivos.

Por isso, ano após ano, século após século, vimos alterando o simbolismo dessa data natalina, data por nós convencionada como a data do Natal, do nascimento de Jesus de Nazaré, enchendo nossas casas de luzes artificiais, nossas mesas de excessos de alimentos e de bebidas – sem nos lembrarmos dos incontáveis que não têm nem mesa nem casa e para os quais a metade das sobras dos nossos excessos seria um lauto banquete!

Jesus de Nazaré, o aniversariante, o grande missionário, o Messias, como preconizaram as profecias dos tempos idos, vivenciou com simplicidade e em verdade as leis morais do Cristo, ou seja, as leis divinas, leis criadas por Deus para regular e facilitar a nossa escalada evolutiva e as quais, uma vez aplicadas em nossa conduta, significam que atingimos, finalmente, o nível crístico.

Todavia, temos que reconhecer que nesta época, nas semanas e dias que precedem a grande comemoração, milhares e milhares, podemos dizer até mesmo milhões de almas se enchem de sentimentos de solidariedade, de boa vontade, de generosidade, de fraternidade – sentimentos inatos no ser, mas que muitas vezes jazem enterrados pelos anseios e sensações materiais. Sentem certamente essas almas a vibração de amor deixada por esse Cristo que aqui caminhou entre nós, vibração que ainda impregna a atmosfera terrestre e da qual nos damos conta quando deixamos falar e vibrar em nós a grandiosa lei de amor por ele demonstrada como existente em toda criatura quando pediu “deixai brilhar a vossa luz”.

Irmãos, amigos, companheiros de ideal e de aspirações de felicidade e de paz, sabemos que “os tempos são chegados” e que, portanto, é chegada a hora de nos empenharmos com mais afinco em conhecer essas leis morais em profundidade, em nos dedicarmos a aplicá-las em nossa vida presente, da melhor forma possível a cada um de nós, sem medo do grande esforço e do árduo trabalho que isso significará para a maioria de nós, para finalmente começarmos realmente a caminhar com mais facilidade, com mais segurança no rumo certo, livre dos escolhos e dos obstáculos que enfrentamos até aqui, dificuldades que nós mesmos criamos, frutos de nossa ignorância e teimosia...

Há uma canção que diz com muita propriedade: “todo dia é Natal, essa mensagem é pra ficar, todo dia é sempre dia de amar”. Assim, procuremos fazer, cada um de nós, de nossos dias, dias de Natal, dias de amar, dias de “nos amarmos uns aos outros como ele nos amou”, dias crísticos.

Vamos tentar nos lembrar todos os dias de Jesus de Nazaré, fazendo dele o aniversariante de todos os dias.

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