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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2018

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

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               O Universo de Deus em que vivemos é regido por Leis inquestionáveis, que não podem ser adulteradas ou modificadas pelo homem, e servem como base para a elaboração das Leis Humanas, que em síntese, é uma extensão das Leis Divinas, coordenadoras da vida cósmica do homem terreno. Dentre essas Leis, estão as de Afinidades e Atração, que se encarregam de agregar sentimentos, pensamentos e ações, num movimento circular que une ou separa as criaturas, numa simbiose espiritual e física de difícil compreensão, mantendo todos os seres mergulhados nessas Leis, como se fôssemos peixes dentro de um oceano imenso.

               Milhares de pessoas que não conhecem a Doutrina do Consolador, estranham as informações espíritas, a respeito das Colônias de sofredores da Erraticidade, alegando que a divindade, na sua expressão magnânima, não permitiria esses sítios de dor punitiva e de sofrimento reparador, conforme a realidade o tem demonstrado. No entanto, basta um pouco de entendimento para que se chegue a uma conclusão: são simpáticas entre si as pessoas que são viciadas, e que através de um processo de afinidade de gostos, se unem conforme características do próprio caráter e desequilíbrio, formando na Terra e fora dela grupos e colônias afins.

               Vivemos um momento crucial na Terra, em que se multiplicam as colônias e agremiações de portadores de feridas morais graves, e que proclamam o direito de prosseguir no cultivo de aberrações e dos vexames próprios, em nome do direito de viver como lhes apraz. Em vista disso, é natural que ao desencarnar esses seres atormentados, devido a um processo decorrente do peso vibratório específico e das elaborações psíquicas sombrias, voltem a constituir organizações ou sítios onde possam dar vazão as aptidões negativas, continuando com o comércio vil das sensações grosseiras decorrentes da animalidade em que se locupletavam.

               A misericórdia divina preserva ao homem o direito de livre escolha através do livre-arbítrio, que é um dos atributos da individualidade humana, para que o tempo seja o abençoado mestre daqueles que preferem viver, até que, exaustos de forças e sedentos de harmonia, busquem a libertação e consequentemente a felicidade. Nesses intervalos de confusão mental, os processos de vampirizações através da parceria em jogos de prazer, se fixam em matrizes profundas na individualidade espiritual, produzindo alienações de grande e longo porte, que muitas vezes nem mesmo a reencarnação ou várias vidas terrenas conseguem extinguir.

               Para que possamos nos candidatar as regiões angélicas do infinito, é imprescindível que aprendamos a abandonar os baixos padrões vibratórios em que se situam os pensamentos e desejos, abandonando vícios, desejos e paixões, emergindo na busca do ideal de santificação de tal modo que, ao ser surpreendido pelas águas enigmáticas do rio da morte, possa plainar acima das vicissitudes e dos limites escravocratas aos quais se vinculava antes. O trabalho de cura da obsessão é um ministério de alto porte, que deve ser encarado com prioridade pelas Casas Espíritas, e conduzido com amor e paciência, a fim de que o infrator se liberte enquanto vivo, pois caso contrário levará consigo tudo que amealhou no campo da intemperança mental.

               Os núcleos de aflição coletiva e corretora ou agremiações e sítios de padecimentos, instalados do outro lado da vida, servem para receber os trânsfugas do dever e os levianos da vida, que se aglutinam aos milhares para dar prosseguimento depois da morte, a problemática da infelicidade a que se afervoraram. É muito importante que possamos envolver os que assim procedem, ou os que ainda se mantêm em tal comportamento, em nossas melhores vibrações de caridade e fraternidade, orando por eles, na certeza de que Deus, infinitamente bom e justo, nos atenderá através de seus missionários da luz, tendo à frente a figura incontestável do maior dispensador de bens eternos do mundo que é Jesus.

               Milhares de espíritos encarnados e desencarnados se encontram encharcados pela amargura, pelo ódio, rancor e ressentimento, e desvariam entre o tormento e inquietações, e porque apresentam desequilíbrio espiritual, inspiram depressão aos que com eles se sintonizam, pelo natural processo da afinidade psíquica, fazendo com a vítima se afaste do cumprimento do dever. Muitos desses espíritos acreditam que são defraudados, e por isso agridem os irmãos de luta, vencidos por uma força que os galvaniza no mal que padecem, atingindo as faixas vibratórias dos que jornadeiam invigilantes pelos rumos da insensatez.

               Esses nômades do espaço infinito sem rumo sentem a carência de afetividade em que se malograram e se voltam contra aqueles que acham felizes, aceitando nos painéis da mente intervenções de entidades perversas do astral inferior, em convívio demorado com que se desorganizam a caminho de irremediável alienação mental. Outros não aceitam a morte como a continuação da vida, mesmo porque foram surpreendidos inesperadamente, e aí se envenenam e se intoxicam com as aspirações humanas, com todos aqueles que não se deram conta da necessidade da elevação moral, e se facultam se arrastar aos despenhadeiros de onde dificilmente se retorna.

               Esses espíritos são vulgarmente conhecidos como obsessores, almas demoníacas, e passam a posteridade como forças diabólicas contrárias ao progresso do homem. Mas se forem deixados sem caridade e sem conhecimento das Leis de Deus, vão entorpecer ainda mais suas mentes, descendo cada vez mais as furnas de uma egolatria desesperada, que os perverte e os consome, e só mesmo Jesus, o sol das nossas almas, o corretor de posições de nossas vidas, pode nos amparar e ajudar esses companheiros e companheiras que estão atrelados às faixas inferiores da vida, nesse difícil processo de libertação espiritual.

               Se você ou alguém que conhece sofre a conjuntura dessas mentes empedernidas, que lhes esfacelam a aspiração do bem, do belo e da verdade, nunca se volte contra elas, e nem contra a alucinação delas, e nem se volte contra si mesmo. Procure se refugiar na prece, no silêncio, no recolhimento e no Culto do Evangelho no Lar, e se possível fazendo a seguinte pergunta a Jesus: “Senhor Jesus, que queres que eu faça? podendo ainda acrescentar: Me dê as diretrizes, querido mestre, a fim de que eu possa organizar minha vida e avançar no processo de iluminação.

               Procure se abrir para o bem em benefício dos outros, porque amar o próximo é uma das iniciativas mais promissoras da vida. O nosso próximo é a matéria prima com a qual temos que trabalhar, para nossa própria felicidade, e dificilmente seremos felizes se não estivermos dispostos a fazer a felicidade dos outros”. Quando conseguires plantar, nos corações daqueles que te cercam, a alegria e a felicidade, a felicidade dos outros te buscará, aonde quer que você esteja, aqui ou no além, a fim de implantar em definitivo a tua suprema ventura”.

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