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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2017

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

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Talvez um dos maiores enigmas a ser enfrentado pelo homem terreno seja a morte, esse imperativo biológico necessário à nossa transformação, a fim de que possamos voltar ao nosso mundo de origem, o mundo espiritual. Dificilmente as pessoas estão preparadas para morrer, e quase sempre são alcançadas de surpresa, causando medo, perplexidade e insegurança, devido ao fato de não se conhecer absolutamente nada sobre a vida depois da morte.

Outro detalhe interessante é o medo que as pessoas têm da morte, porque aprenderam erroneamente através de várias religiões e seitas que a morte é o fim, o extermínio, e que nada existe depois que morremos, e isso criou um pensamento negativo, que perdura até os dias de hoje. O Espiritismo, a Doutrina do Consolador esclarece que a vida continua depois da morte, mais alegre, mais dinâmica e até mais feliz, principalmente para as pessoas que aqui na Terra, enquanto vivas, cumpriram com seus deveres e suas ordenações humanas.

Existem também muitas lendas e histórias a respeito da morte, de que as pessoas ficam mais jovens, de que vão para o céu, o inferno ou purgatório, ou ainda para o umbral, trevas ou abismo, o que não corresponde à verdade, porque a maioria dos mortos não vai para lugar nenhum, e sim permanece na atmosfera espiritual da Terra, como por exemplo: os alcóolatras permanecem nos bares e botequins; os sensuais procuram os lupanares e casas da luz vermelha; os viciados em drogas não saem das bocas de fumo; e os jogadores inveterados permanecem nos salões de jogos, confirmando uma frase bombástica de Jesus em seu Evangelho de amor: ”Aonde estiver o teu tesouro, ali estará o teu coração”.

Depois da morte somos recebidos na pátria espiritual pelos nossos amigos e membros da parentela familiar, mas isso depende do nosso merecimento, porque os comprometidos com os crimes de toda espécie chegam do outro lado da vida totalmente desequilibrados, cegos espiritualmente, e sem condições de adaptação à vida no mundo mental, porque não conquistaram laços fraternos e de amizade, que em síntese corresponde às moedas da Terra, o dólar, o real, o euro, que manipulamos aqui enquanto vivos, e que não tem nenhum valor do outro lado da vida

Precisamos entender que a morte não tem nenhum poder, é apenas um sono que se completa, um estágio entre duas vidas, e o poder está com o espírito imortal, esse viajor incansável da eternidade, esse nômade do espaço, esse andarilho do infinito, que está programado para crescer, superar e transcender, cumprindo as três etapas da vida universal, nascimento, vida e morte, nascendo cada vez mais perfeito, com órgãos mais preparados para servir ao espírito; precisamos viver com mais dignidade, em convivência pacífica com os nossos semelhantes e, finalmente, morrer em paz, de preferência em cima de uma cama, através da extinção do princípio vital que anima o corpo físico.

O problema maior da morte é a educação: precisamos nos educar para morrer, chegando ao momento final e sublime das nossas vidas com o coração pleno de felicidade, por termos cumprido com a nossa missão, sem levar para o além o ódio, o rancor, o ressentimento, a raiva, o ciúme, a maledicência, o despeito, a ingratidão, a maldade, a crueldade, a perversidade, o autoritarismo, e a prepotência.

O mundo espiritual é o mundo dos pensamentos, portanto, só se adapta com facilidade e é feliz do outro lado da vida quem estrutura um pensamento forte e ético, voltado para o bem dos outros, e não se compromete com os vícios, desejos e paixões; quem não se apega demasiadamente aos bens terrenos, que passa de mão em mão, e não pode ser levado para o além. Os gozadores, os corruptos, os criminosos, os larápios, estupradores, pedófilos, infanticídios e outros tipos de maníacos da vida terrena sofrem horrores na vida espiritual, e só sentem alívio quando voltam a reencarnar, mas naturalmente em corpos dilacerados ou disformes, devido às enfermidades físicas e mentais que acompanham esses devedores da eternidade.

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