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O suicídio é um problema de saúde pública que pode ser evitado, responsável por quase metade de todas as mortes violentas no mundo, provocando cerca de um milhão de óbitos por ano, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Estimativas sugerem que esse tipo de morte pode chegar a um milhão e meio em 2020. Em razão desses dados alarmantes, a OMS, em parceria com a Associação Internacional de Prevenção do Suicídio (IASP), estabeleceu a data de 10 de setembro como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, com o objetivo de chamar a atenção para o problema e solicitar uma ação global.

Um passo decisivo dado pelo Brasil, para essa problemática, foi à realização do I Seminário Nacional de Prevenção do Suicídio, na cidade de Porto Alegre (RS), o que tornará o nosso país, em 2007, o primeiro da América Latina a ter uma proposta de ação nacional com o objetivo de reduzir a prática do suicídio, suas tentativas e os danos sociais causados com a prática da autodestruição. O Ministério da Saúde, através da Área Técnica da Saúde Mental, lançou nesse evento diversas diretrizes nacionais para evitar-se a prática do suicídio, em razão de preocupantes dados levantados por um estudo inédito.

A bem da verdade, na raiz do problema, faltava uma política nacional de prevenção; espera-se que ela venha estabelecer, principalmente, um sistema de atendimento público eficaz a custo zero para os depressivos, com a criação de uma linha de atendimento definida sobre o assunto nos ambulatórios públicos ou nos planos de saúde. Entre as muitas causas que estão levando as pessoas a cometerem o suicídio, a depressão é apontada como a principal, segundo avaliação da OMS. O portador de uma dor física tem um profissional para atendê-lo, mas e o de transtornos psicológicos, a quem procurar? Onde buscar ajuda?

A depressão é, certamente, o diagnóstico psiquiátrico mais observado em pessoas que tentam o suicídio. Desesperança, transtornos de conduta, consumo de drogas, disfunção familiar, eventos estressantes, abusos (físicos, sexuais ou psicológicos) e fatores biológicos podem ser considerados os principais agentes causadores deste distúrbio.

Por outro lado, muitas vezes os meios de comunicação se omitem de tratar da prevenção do suicídio, por existir erroneamente o pensamento comum de que um suicídio incentiva outro quando divulgado. Contudo, é preciso lembrar que a mídia pode também desempenhar um papel relevante na redução do estigma e da discriminação a que estão associados os comportamentos suicidas e distúrbios mentais.

Porém, não podemos esquecer, quando se fala de prevenção ao suicídio, do trabalho que realiza o Centro de Valorização da Vida (CVV) em nosso país, há muitos anos, através do atendimento telefônico e pessoal. Agora, também, os Municípios que se interessarem em implementar um serviço de prevenção semelhante ao coordenado pela OMS em 10 países, podem buscar orientação no Ministério da Saúde pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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