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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2018
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Sendo a Revista Espírita o desenvolvimento e o complemento das obras básicas do Espiritismo, naturalmente que dela constariam ensinos seguros e vigorosos sobre a mediunidade, que foi tratada de forma exemplar no Livro dos Médiuns por Allan Kardec.

Na época da codificação espírita, havia médiuns por toda a parte do mundo e esses se encontravam carentes de informações, de forma que Kardec, na Revista Espírita, aproveitou o ensejo para orientá-los através de belíssimas lições, que explicavam o que é a mediunidade e a forma de vivenciá-la com fidelidade, seriedade e moralidade.

Dediquei um capítulo especial a essa temática (mediunidade e orientação aos médiuns) no livro Um Tesouro Inestimável – volume 3 (parceria entre a Editora Fráter e a FEB).

Uma das preocupações de Kardec foi de orientar os espíritas sobre o exame das comunicações provenientes da mediunidade, cabendo ao grupo mediúnico avaliar com prudência as mensagens ditadas pelos espíritos, tanto que o nobre Codificador chega a citar que de 3.600 comunicações recebidas por ele através de diversos grupos espalhados pela Terra não há 300 passíveis de publicação e apenas 100 são de um mérito incontestável (Revista Espírita de maio de 1863).

Kardec recomenda o uso da razão e da universalidade dos ensinos dos espíritos para nos precaver contra a inserção de ideias que não tenham respaldo doutrinário (Revista Espírita de abril de 1864).

Anoto ser válida a exortação do apóstolo João para não acreditarmos em  todos os espíritos, mas para provarmos se eles são de Deus (João 4:1 – Primeira Epístola).

Nesse momento de transição planetária, poder-se-ia perguntar qual será a mediunidade do futuro? Sem dúvida, será a inspiração consciente.

Não mais a mediunidade ostensiva, que poderá haver em proporção mínima, mas o indivíduo consciente do intercâmbio espiritual e esforçando-se intelectual e moralmente para aprimorar a sintonia, recebendo as lúcidas inspirações do mundo espiritual, sem privá-lo, é claro, do esforço próprio.

Indico a belíssima lição Mediunidade Mental (Revista Espírita de março de 1866), onde há valiosas sugestões de como aprimorar a inspiração e o contato consciente com os benfeitores espirituais.

A mediunidade é desses assuntos que merece amplo estudo, cabendo ao médium, que somos todos nós, o dever de vivenciá-la com dignidade, seriedade e fidelidade a Kardec e a Jesus.

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