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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2018

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

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Estudando um pouco mais sobre a Doutrina Espírita, começamos a entender a real função da família; conjunto de seres que se unem pela consanguinidade para um empreendimento superior, graças a qualidade do relacionamento obtido entre pais e filhos, dentro do esforço que fizerem para preservar a harmonia do grupo ao qual estarão inseridos.

       Nem sempre, porém, a família é constituída por espíritos afins, em sua maioria, desafetos se unem para tentar resolver questões do passado e a trajetória moral que atravessarão em sua vivência, vai regular um maior ou menor grau de adiantamento a que estarão expostos.

       Mediante esse fato, pode ser a família um reduto de espíritos que se reúnem e se identificam em seus ideais, na busca do crescimento moral, ou um grupo, que guiado pelos conflitos que se apresentam desde cedo, precisará de um maior esforço e maior tempo para a harmonizar a sua convivência.

       Portanto, iremos renascer na família de que temos necessidade, junto àqueles irmãos com quem melhor iremos nos afinizar em prol de nossos crescimento moral e espiritual e nem sempre naquela família que se gostaria ou que julgamos merecer, a fim de progredir através da convivência e da disseminação de novas oportunidades.

       É na família que se constroem valores, que se aprende sobre convivência, que recebemos as primeiras noções de sociabilidade, sendo os pais os nossos primeiros educadores.

       É a família uma representação em escala menor, da sociedade de um modo geral. Se não aprendermos a administrar nossos conflitos no seio familiar, dificilmente o faremos em nossos no relacionamentos interpessoais. E isso é fato.

       Em razão disso, a criança e o adolescente que ali renascem, experimentam em família, alguns choques emocionais de acordo com os vínculos anteriores que mantém com o grupo no qual se encontra reencarnado. Essa aceitação ou repulsão irá afetar de maneira muito significativa o seu desenvolvimento e comportamento, mas também em sua inserção social, nos vários grupos a que estará submetido.

       O adolescente que convive em um lar desajustado, naturalmente experimentará os arroubos de agressividade ou, sem saber como lidar com as próprias emoções, buscará no vício de qualquer espécie, a maneira de entender e suportar a sua inadequação ou dificuldade não tratada. Crianças sem limites terão dificuldades de convivência durante toda a sua existência.

       O lar é portanto, a grande escola de almas, o reduto formador do caráter desses espíritos sequiosos de educação e de novas experiências de resgate.

       A adolescência é, ainda, a fase em que a reencarnação se completa. Kardec nos diz em “O Livro dos Espíritos” que é na adolescência que o espírito retoma a sua natureza e se mostra tal qual era, ou seja, expressa nas necessidades de aprendizado e evolução tudo o que necessita em seu processo reencarnatório.

       É da responsabilidade dos pais, cuidar e preparar os filhos para uma vida saudável em sociedade mas, o que percebemos é que muitos pais não oferecem aos filhos, nenhum contato com a religiosidade. Preferem que cresçam, se tornem adultos e só aí escolham o melhor caminho a seguir, o que se torna uma grande erro de perspectiva familiar.

       Jovem: busque crescer em espírito, aproveite todas as suas oportunidades, pais ajudem seus filhos a encontrar o caminho da religiosidade!

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