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Artigo do Jornal: Jornal Janeiro 2017
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Causa-me um misto de admiração e de tristeza quando ligo a minha televisão e ao procurar um canal com uma boa programação, passo por um que está exibindo uma forma de esporte violenta como o boxe, luta-livre e a mais moderna forma de violência chamada UFC, mistura de boxe americano, boxe tailandês, luta-livre e Jiu-jítsu. Queria saber como era tal coisa e vi a luta que tornou o Cigano, um lutador brasileiro, campeão da categoria. Confesso, eu jamais vi algo tão cruel, deprimente e violento. O lutador brasileiro caiu sobre o americano e deferiu-lhe seguidos golpes muito fortes no rosto e na cabeça. O pior de tudo isso, é que no jornal, dois dias depois, além da consagração do vencedor, dizia que esse “esporte” está crescendo no Brasil e que já existem crianças praticando-o.

O mais deplorável é a quantidade de pessoas que vão assistir a esses espetáculos. Esses espectadores vibram a cada golpe, gritam, uivam, berram e exigem mais empenho (violência) por parte dos lutadores. Ficam irritados quando a violência diminui ou a luta acaba mais cedo. Deve-se ainda ressaltar que entre essas pessoas que vão a essas lutas, existem mulheres que tradicionalmente eram chamadas de sexo frágil e símbolos da ternura e do amor.

Lutas desse tipo não podem ser consideradas coisas normais, simples esportes, uma vez que incitam e banalizam a violência, e a violência é o comportamento radicalmente oposto ao amor. Como nos chamar cristãos quando aceitamos esse tipo de coisa ou mesmo assistimos (damos IBOPE) a essas lutas dando condições para que elas cresçam cada vez mais...

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