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Artigo do Jornal: Jornal Agosto 2016

Sobre o autor

Marcus de Mario

Marcus de Mario

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Depois de toda uma existência dedicada aos filhos, ao trabalho profissional, aos cuidados domésticos, ao progresso intelectual e tantas outras coisas que preenchem a vida, somos defrontados pelo envelhecimento do corpo físico e suas consequências, como mobilidade dificultada, doenças e, muitas vezes, a senilidade, que pode trazer confusão mental, cristalização de ideias e manias, e mesmo a degeneração mental, quando então passamos a ser portadores de necessidades especiais e, portanto, de cuidados mais intensivos.

É neste ponto que devemos fazer profunda reflexão, pois nos informam os Espíritos Superiores, nas obras da codificação espírita, que os mais jovens têm o dever de cuidar dos mais velhos, que já fizeram a sua parte, e agora devem viver seus últimos tempos na Terra com dignidade e envolvidos pelo amor daqueles pelos quais eles tanto fizeram.

Muitas vezes assistimos a família segregar o idoso a um canto da casa, ou interná-lo num abrigo, ou mesmo abandoná-lo num hospital, como o caso de uma senhora que se encontra nessa situação há sete anos, sem receber um telefonema, uma visita, uma notícia. Foi esquecida pelos familiares, que desapareceram. Ela, agora, quase centenária, vive aos cuidados de enfermeiras e médicos, num quarto de hospital particular, com um detalhe: o plano de saúde é pago mensalmente, o que demonstra que houve uma deliberação dos familiares em, literalmente, se livrar da idosa, por mais doloroso isso se revele.

Entretanto, a pessoa idosa é merecedora de todo o amor e carinho, de todos os estímulos e cuidados, pois ela carrega uma folha de serviços existencial, e continua nesta existência, mesmo com a idade avançada, por determinação divina, dentro das suas e das nossas necessidades evolutivas. E mesmo que não tenha sido o melhor exemplo, mesmo que tenha desperdiçado a existência e provocado mágoas, mesmo assim o idoso deve ser amado, o que compreende o perdão das ofensas, pois a vida continua após a morte, e todos haveremos de nos reencontrar.

Humanizemos a convivência com os idosos. Dediquemos amor a quem está chegando ao final da existência. Lembremos que também nós, se assim tiver de ser, também ficaremos idosos.

 

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