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A Revista Superinteressante desagrava Chico Xavier

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CARTA À SUPERINTERESSANTE EM 15 DE JULHO DE 2010, REFUTANDO A REPORTAGEM NA QUAL TAXOU CHICO XAVIER DE IMPOSTOR – FELIZMENTE O DESAGRAVO DA REVISTA A CHICO XAVIER EM SETEMBRO DE 2015 – PUBLICAÇÃO DE “3 CARTAS INACREDITÁVEIS QUE CHICO XAVIER PSICOGRAFOU”

            Na carta de 15 de julho de 2010, enviada à redação da Revista Superinteressante, refutei a reportagem sob o título “Uma Investigação: Chico Xavier”, publicada na edição nº 277 de abril de 2010, na qual taxou o médium Francisco Cândido Xavier de impostor, ao dizer que ele, ao receber cartas dos parentes desencarnados que se comunicavam com seus familiares, mandava primeiramente seus assessores conversarem com as pessoas, anotando informações, datas, nomes etc., para inseri-las no contexto da mensagem do espírito comunicante. Disse também naquela carta, que se Chico recebesse, preliminarmente, todas as informações para mistificar, precisaria ser um prodígio para ler todas elas rapidamente e memorizá-las para inseri-las nas referidas mensagens.

            Nessa carta, ainda, fiz uma pergunta aos Redatores da Revista: como o médium mineiro poderia imitar a caligrafia e as assinaturas dos mortos, a ponto delas serem confirmadas pelo perito em Grafoscopia, Dr. Carlos Augusto Perandréa, conforme relato publicado no livro de sua autoria - A Psicografia à Luz da Grafoscopia (Editora Fé)? Pois como se sabe, a Grafoscopia é uma técnica reconhecida e aceita para solucionar questões criminais e para verificação da autenticidade ou a determinação da autoria de um documento, então como questionar sua credibilidade, quando se refere à autenticação das psicografias?

Pois bem, no final desse documento em defesa da honra de Chico Xavier, solicitei uma resposta, diante de todos os evidentes argumentos apresentados no documento endereçado à Revista.  

O DESAGRAVO DA REVISTA A CHICO XAVIER

Felizmente, depois de 5 anos a Revista Superinteressante respondeu à minha solicitação publicando no número de 25 de setembro de 2015, matéria que veio desagravar a respeitabilidade e a honra de Chico Xavier, sob o título:  “3 CARTAS INACREDITÁVEIS QUE CHICO XAVIER PSICOGRAFOU”.

Diz textualmente a matéria assinada pela jornalista Silvia Lisboa: “Analisamos três cartas psicografadas por Chico Xavier em busca de elementos que o médium não poderia saber sobre os mortos. E ele se saiu muito bem”.

Segundo ela, durante mais de 60 anos,Chico Xavier confortou pessoas desconsoladas de todo o Brasil em busca de notícias de seus parentes mortos. Teria mantido comunicação com milhares de espíritos e psicografado suas mensagens, recheadas de informações íntimas, nomes de parentes e condições da morte que só as famílias reconheciam.

AS TRÊS CARTAS PSICOGRAFADAS PUBLICADAS PELA SUPERINTERESSANTE

            No corpo da matéria, destaca a jornalista na Revista:
            Veja abaixo três cartas cheias de detalhes sobre a vida dos mortos, que o médium não teria como saber.
            1
ª CARTA PSICOGRAFADA. O menino que se despediu da família

Morto aos 3 anos, depois de cair de bicicleta, o pequeno Rangel teria escrito uma carta à mãe, Célia, e ao pai, Aguinaldo, psicografada por Chico Xavier, um ano após sua morte. Como morreu antes de ser alfabetizado, sua carta traz uma caligrafia de traços infantis, de quem começa a desenhar as letras. A mãe lembra que, antes de Chico ler a carta de Tetéo, em uma reunião no Centro Espírita da Prece, em Uberaba, um médium ao seu lado lhe disse: "Seu filho está aqui, correndo, e a toda hora vem lhe abraçar. Agora, ele está escrevendo a carta com a ajuda do avô", informação mencionada na mensagem escrita por Chico.

DEPOIS DO FAC-SÍMILE DA 1ª CARTA, REPRODUÇÃO DE  TRECHOS, E INFORMAÇÕES QUE CHICO DESCONHECIA

            Em seguida do texto apresentado, a Revista apresenta o fac-símile da carta psicografada por Chico Xavier do pequeno Rangel, e na reprodução da mesma demonstra as provas de que era o espírito do menino que escreveu a mensagem pelo médium Mineiro. Ei-lo:

Trecho 1

Querido papai Aguinaldo e querida mamãe Célia, com vovó Lia. Sou eu o Tetéo (A). Estou com o meu avô Lico (B) e com a minha tia Gilda (C). Vovô me auxilia a escrever porque estou aprendendo. Estou vendo atia Lé (D).

Trecho 2

Eu estou vivo e vou crescer. Estou aprendendo a escrever só para dizer ao seu carinho e ao carinho da mamãe Célia que não morri (E).

 

Trecho 3

Vou aprender muitas coisas e muitas lições para saber escrever melhor. Mas já estou mais adiantado que a Mariana (F)e creio que o Aguinaldinho (G)ficará satisfeito. Papai, mamãe, Vó Lia e Tia Lé, não posso escrever mais porque fiquei cansado de fazer letras. Mas quando eu puder, voltarei. Estou com muitas saudades (...)

 

INFORMAÇÕES QUE CHICO DESCONHECIA DO MENINO RANGEL:

A. O apelido do pequeno Rangel era Tetéo.

B. Vô Lico era como Tetéo chamava o seu avô materno, Manoel Diniz, morto em 1979, que presidiu o Centro Espírita Luiz Gonzaga, fundado por Chico, em Pedro Leopoldo.

C. Tia Gilda era uma tia do pai de Tetéo, Aguinaldo. Ela morreu em 1954. O próprio Aguinaldo se lembrava pouco da tia, que faleceu quando ele tinha apenas 4 anos. Tetéo, claro, não a conheceu.

D.Tia Lé era uma amiga da família que estava na reunião no dia que supostamente o espírito de Tetéo teria escrito a carta.

E.Célia, a mãe de Tetéo, fazia perguntas a si mesma, no íntimo, sem compartilhá-las, sobre a morte do caçula. Uma delas era a dúvida se Tetéo continuaria seu desenvolvimento, interrompido tão precocemente – pergunta respondida na mensagem.

F.Mariana era a irmã de Tetéo. Chico podia até saber disso porque era amigo da família, mas Tetéo menciona uma característica da irmã só conhecida pelos mais próximos: que a garota não era tão aplicada nos livros.

G.Aguinaldinho era o irmão mais velho de Tetéo, conhecido por ser o CDF da família, com quem Tetéo se compara na carta.

 

          A 2ª CARTA E A RESPECTIVA COMPROVAÇÃO

        A segunda carta apresentada pela Superinteressante que confirma a autenticidade da mediunidade de Chico Xavier é a do professor influente.

Diz a jornalista Silvia Lisboa no seu texto: “Nascido em 1862,ArthurJovianofoi um educador brasileiro conhecido no final do século 19 por ter liderado a primeira reforma no ensino primário de Minas Gerais.Era professor de português e autor de livros pedagógicos. Após sua morte em 1934, ele teria voltado a fazer contato com a família através de Chico Xavier que, na época, era subordinado de seu filho, Rômulo, no Ministério da Agricultura. As cartas deArthurJovianomarcaram o início da psicografia do médium mineiro e resultaram no livro Sementeira de Luz, com 670 páginas”.

E depois desse comentário, segue o fac-símile da mensagem de Artur Joviano, de 13 de janeiro de 1941, com a respectiva reprodução da carta e a comprovação dos fatos:

 

A assinatura feita por Chico bate com a assinatura de Arthurem documentos oficiais. Ei-la:

 

A 3ª CARTA -  O FILHO QUE NÃO QUIS PARTIR

Quarto filho de Aníbal e Adélia Figueiredo, William nasceu em Belo Horizonte, em 1924. Aos 17 anos, ingressou no Exército, quando ficou doente por causa de um calo infeccionado. Passou meses a fio no hospital, mas a infecção progrediu para uma gangrena irreversível que o levou à morte em setembro de 1941. Apenas um mês depois, supostamente, o espírito William começou a enviar cartas psicografadas por Chico Xavier à sua mãe e não parou mais até a morte da matriarca, na década de 1980.

A seguir a Revista publicou 4 trechos da carta ditada pelo espírito William e em seguida apresenta textualmente.

 

INFORMAÇÕES QUE CHICO DESCONHECIA

1. Dona Adélia, mãe de William, estava preocupada com o futuro do primogênito Wilson, que era dado à boemia e gostava de jogos.

2. Irmão mais velho de William. (referência ao)

3. Mulher do irmão de William. (referência à)

          4. William menciona que sabe que o irmão está mesmo "se perdendo em aventuras".

          5. Menção ao caderno no qual Chico Xavier escreveu as mensagens de uma tia da família, chamada Margarida. Foi nele que William teria escrito sua primeira carta à mãe, psicografada pelo médium na madrugada de 25 de setembro de 1942, primeiro ano da morte do jovem.

CONCLUSÃO

Como podemos ver, a mediunidade de Chico Xavier é incontestável, por isso, parabenizamos a Revista Superinteressante pela sua imparcialidade, legando ao público matéria jornalística bem feita e que, no mínimo, levará os leitores a uma saudável reflexão sobre a vida depois da morte. Lembrando que o querido médium Espírita nunca retirou para si qualquer tipo de vantagem das psicografias, vivendo de forma modesta, e retornando ao mundo espiritual levando a bagagem mais importante: humildade, honestidade e caridade. 

  Chico Xavier psicografando

 

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