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Artigo do Jornal: Jornal Janeiro 2016

Na questão 234 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec formulou a seguinte pergunta aos Espíritos Instrutores, no item Mundos Transitórios, quando aborda questões relativas à “Vida Espírita”: – “Há de fato, como já foi dito, mundos que servem de estações ou pontos de repouso aos Espíritos errantes?” E a resposta dos Instrutores da Humanidade: “Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que lhes podem servir de habitação temporária, espécies de bivaques de campos onde descansem de uma demasiado longa erraticidade, estado este sempre penoso. (...)”

É claro que como são graduais as revelações dos Espíritos Superiores à humanidade, eles não poderiam, em 1857, falar de comunidades de Espíritos errantes, isto é, de espíritos que aguardam novas reencarnações até chegar à perfeição espiritual, habitando cidades estruturadas em edificações de natureza sólida na atmosfera terrestre sobre terreno fértil à vegetação, e em tudo com estreita semelhança ao que conhecemos na crosta. Seria bem possível que os adversários do Espiritismo, diante dessa revelação, e de tamanha heresia, mandassem reacender certamente uma fogueira inquisitorial para queimar Allan Kardec como herege.

Ora, nos idos de 1980, quando estive pessoalmente com Chico Xavier em sua casa em Uberaba, ele me contou que quando estava psicografando o livro Nosso Lar na década de 30, foi taxado de “médium fascinado”, e que ele mesmo ficou muito confuso com toda aquela situação.

Porém, para desfazer tudo isso, o Benfeitor Espiritual André Luiz levou-o, em desprendimento, a um ponto bem acima de “Nosso Lar”, para que ele visse de cima a cidade, e pudesse constatar a realidade do que estava psicografando. Nesse momento, Chico esclareceu-me, ainda, que o que ele viu naquela noite está exatamente desenhado no mapa da planta baixa da colônia pela médium Heigorina Cunha, apresentado no livro Cidade no Além.

 

COLÔNIA EM ISRAEL

No livro Quando se pretende falar da vida, o jovem de formação israelita Roberto Muszkat, desencarnado em 14 de março de 1979, apresenta 22 mensagens psicografadas através do médium Chico Xavier, endereçadas aos seus pais e familiares. Na mensagem de 16 de novembro de 1979, ele, relatando para a mãe o seu desligamento do corpo, diz da ajuda de seu avô Moszek Aron, o qual, ao pronunciar as palavras “Leshaná Habaá bi-Yerushalayim” (era um adeus, significando - o ano que vem em Jerusalém), tranquilizou-o, e fê-lo dormir como uma criança.

Quando acordou, viu-se num leito alvo com a sua avó Rachel velando por ele. Depois de algum tempo, o seu avô Moszek foi ao seu encontro, levando-o ao encontro de outros espíritos amigos para um recinto dedicado à oração, no amplo educandário-hospital. Esses amigos cantaram o hino Shalom Aleichem (hino que dá as boas-vindas aos anjos da paz, cantado na sexta-feira à noite) e o avô em seguida o abençoou. As lágrimas banharam seu rosto, enquanto o avô promovia o Seder (reunião festiva na primeira e segunda noite da Páscoa judaica), em cuja reunião teve a oportunidade de fazer muitas perguntas.

Diz ainda textualmente na mensagem o espírito Roberto Muszkat: “Vim, a saber, então, que me achava em Erets Israel (Terra de Israel), ou Terra do Renascimento, cuja beleza é indescritível. Ali, naquela província do Espaço Terrestre, se erguia uma outra cidade luminosa dos Profetas (...). Com estes apontamentos não quero dizer que estava numa cidade privilegiada, porque outras nações as possuem nas esferas que cercam o Planeta, mas aquele recanto era o meu coração pulsando com milhares ou milhões de outros corações, consagrados ao Pai Único”.

 

COLÔNIA DE CASTREL 

  Essa colônia espiritual está citada no livro A vida além do véu, ditado por vários Espíritos, recebido pela escrita mediúnica mecânica do reverendo inglês G. Vale Owen, editado pela Federação Espírita Brasileira (FEB), traduzido por Carlos Imbassahy. Essa Colônia espiritual, cujas informações nos chegaram com a primeira edição do livro acima citado (1920), tem como tarefa básica o atendimento à infância. Recebe Espíritos desencarnados na infância, prepara-os para a nova realidade da vida, reintegra-os aos planos que lhes são destinados após terem retornado à forma adulta, ou prepara Espíritos para reencarnação, acompanhando-os na fase infantil.

Apesar de a linguagem predominante no livro não ser atual, é uma obra de leitura agradável, que muito nos esclarece. A Colônia, situada entre montanhas, possui uma cúpula dourada no centro, cercada por um terraço cheio de colunas. Uma longa rua corta a cidade de um extremo ao outro, formando uma alameda, onde estão localizadas as residências dos seus dirigentes. Há muitos terrenos, espaçosos edifícios e construções para o atendimento à criança. Vivem aí muitos trabalhadores do campo, dedicados à horticultura, e muitos da cidade, dedicados a tarefas junto à infância. É uma localidade muito bela e iluminada; há muitas fontes de água e predominância de ambiente harmônico. O desejo do bem é a nota reinante.

 

COLÔNIA CORRECIONAL DA LEGIÃO DOS SERVOS DE MARIA

         No livro Memórias de um suicida, relatado pelo Espírito Camilo Cândido Botelho, pela mediunidade de Yvonne A. Pereira, descreve a Colônia Correcional da Legião dos Servos de Maria, uma obra que é uma obra evangélica assistencial, que atende aos suicidas. Os seus dirigentes e servidores agem em nome de Maria Santíssima, sua mentora e orientadora maior.

           A Colônia é representada por uma fortaleza, cercada por um conjunto de muralhas fortificadas, situada em região triste e desolada, envolvida em neblinas como se toda a paisagem fora recoberta pelo sudário de continuadas nevadas, conquanto oferecendo possibilidades de visão. Esta fortaleza lembra os castelos medievais, com fosso, torres e ponte movediça. 

            Dentro da fortaleza há inúmeros edifícios com seus respectivos departamentos de serviços, que se desdobram, constituindo uma verdadeira cidade nas regiões trevosas, oferecendo ao espírito suicida a assistência necessária ao começo do seu reerguimento moral. 

 

O LAR DA BENÇÃO

          O Espírito André Luiz, no livro Entre a Terra e o Céu, revela, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, edição da FEB, que o Lar da Bênção é uma importante Colônia educativa, misto de escola de mães e domicílio dos pequeninos que regressam da esfera carnal. Essa Colônia, situada no espaço espiritual correspondente às terras brasileiras, tem como objetivo preparar mães para a maternidade responsável e atender as crianças que desencarnam e encarnam.

            Informa André Luiz, ainda, que tais crianças encontram aí o apoio necessário ao seu reajustamento espiritual. Assim é que, nos primeiros momentos como libertas do corpo físico, ou enquanto lhes dure o desequilíbrio, são abençoadas pela assistência superior e amiga dos benfeitores espirituais do Lar da Bênção e pelo afeto inesquecível daquelas que foram suas genitoras, as quais, ainda presas aos liames da carne, são, no entanto, levadas à Colônia para auxiliar e acompanhar o reerguimento dos filhos.

 

 MANSÃO PAZ             

              A “Mansão Paz” é uma escola de reajuste espiritual, sob a jurisdição de “Nosso Lar”. O Espírito André Luiz assim se expressa sobre ela no livro Ação e reação, psicografado por Francisco Cândido Xavier, publicado pela FEB:

             O estabelecimento, situado nas regiões inferiores, era bem uma espécie de “mosteiro São Bernardo”; em zona castigada por natureza hostil, com a diferença de que a neve, quase constante em torno do célebre convento encravado nos desfiladeiros entre a Suíça e a Itália, era ali substituída pela sombra espessa, que se adensava, movimentada e terrível, ao redor da instituição, como que se tocada por ventania incessante”.

            Segundo André Luiz é uma instituição destinada a receber Espíritos infelizes ou enfermos, mas decididos a trabalhar pela própria regeneração, criaturas essas que se elevam a colônias de aprimoramento na Vida Superior ou que retornam à esfera dos homens para a reencarnação retificadora.

 

OS POSTOS DE AUXÍLIO

             Os Postos, ou Núcleos de Auxílio, estão situados nas Esferas inferiores da região espiritual. Representam um campus avançado de uma colônia espiritual, conforme nos informa Conan Doyle, na obra História do Espiritismo. Os Espíritos esclarecidos e devotados ao bem realizam nessas localidades trabalhos missionários, caracterizados por grandes dificuldades e perigos, semelhantes aos que rodeariam o homem que tentasse evangelizar as mais selvagens raças da Terra.

              Os Espíritos missionários travam lutas árduas com os habitantes das regiões tenebrosas, principalmente com os seus dirigentes, verdadeiros príncipes do mal que são formidáveis em seus próprios reinos. Essas Esferas são as salas de espera — hospitais para almas doentes — onde a experiência punitiva é intentada para trazer o sofredor à saúde e à felicidade.

 

POSTO DE SOCORRO “CAMPO DA PAZ”         

           “Campo da Paz” é um posto de socorro localizado em pleno Umbral, e que tem como missão receber Espíritos enfermos, mais desequilibrados do que maus, pelo choque da morte física, pelo apego relativo que ainda demonstram ter a pessoas e coisas deixadas na Crosta.

            Essa informação está no livro Os Mensageiros, ditado pelo Espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier, e publicado pela FEB. Neste Posto, os desencarnados são recebidos, tratados, reajustados e depois encaminhados a outros Planos. Muitos desses Espíritos chegam ao Núcleo de Auxílio completamente dementados, alheios à realidade do lugar onde estão inseridos. Muitos permanecem em estado de profundo sono. 

 

POSTO DE AUXÍLIO MÓVEL: “CASA TRANSITÓRIA DE FABIANO”    

          A finalidade essencial da Casa Transitória é prestar auxílio urgente e, devido a sua localização, em plena região trevosa, sofre permanente cerco de Espíritos desesperados e sofredores, condenados pela própria consciência à revolta e à dor. É um abrigo móvel que, para garantir suas defesas magnéticas, exige grande número de servidores e de amigos piedosos, que aí permanecem, dia e noite, ao lado do sofrimento.

          Informa o Espírito André Luiz, no livro Obreiros da Vida Eterna, psicografado por Francisco Cândido Xavier, e editado pela FEB, que, todavia, o trabalho desta Casa é dos mais dignos e edificantes. Neste edifício de benemerência cristã, centralizam-se numerosas expedições de irmãos leais ao bem, que se dirigem à Crosta Planetária ou às esferas escuras, onde se debatem na dor seres angustiados e ignorantes, em trânsito prolongado nos abismos tenebrosos.

              Diz ainda o Benfeitor Espiritual André Luiz tratar-se de grande instituição piedosa, no campo de sofrimentos mais duros em que se reúnem almas recém-desencarnadas, nas cercanias da Crosta Terrestre, a qual fora fundada por Fabiano de Cristo, devotado servo da caridade entre antigos religiosos do Rio de Janeiro, desencarnado há muitos anos. Organizada por ele, era confiada, periodicamente, a outros benfeitores de elevada condição, em tarefa de assistência evangélica, junto aos Espíritos recém-desligados do Plano carnal. A Casa Transitória de Fabiano é um Posto de Auxílio móvel, que se desloca quando se faz necessário, ao longo das regiões umbralinas.

 

CONCLUSÃO

Diante dessas informações, acredito que devam existir milhares de colônias em torno da Terra, cada uma reunindo espíritos afins de acordo com a raça, religião, cultura, progresso moral etc. Admitindo-se que em torno da Terra vivem em torno de 13 bilhões de Espíritos desencarnados, e dividindo por um milhão de espíritos em cada colônia (tomando por base a população de Nosso Lar), teremos no mínimo 13 mil Colônias espalhadas por todo o espaço em torno da Terra, fora os postos de auxílio vinculados a essas Colônias.

Agora, se dependermos da oficialização da Ciência humana para comprovar a existência de colônias espirituais e postos de auxílio no Mundo Espiritual, lembremos que se Allan Kardec precisasse da confirmação científica da existência da alma ou da reencarnação para publicar O Livro dos Espíritos, até hoje ele estaria aguardando o pronunciamento oficial e por muito tempo ainda. Enfim, não podemos perder de vista o aspecto REVELADOR do Espiritismo que se antecipou ao conhecimento humano a respeito da existência da alma, da reencarnação, inclusive a do perispírito.

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