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Artigo do Jornal: Jornal Janeiro 2016

  A Crítica é fútil porque coloca um homem na defensiva, faz com que ele se esforce para justificar-se. A Crítica é perigosa porque fere o precioso orgulho do indivíduo, alcança o seu senso de importância e gera ressentimentos (Dale Carnegie).

 

            Evite a crítica radical sempre que for possível. Nada você ganha criticando as pessoas, a não ser a antipatia delas. Outra coisa: não pense que você vai mudar as pessoas criticando-as. As pessoas mudam de dentro para fora e não de fora para dentro. São as pessoas que se mudam e não nós que as mudamos. Criticando uma pessoa, o máximo que você consegue é magoá-la, feri-la e predispô-la contra você.

            As pessoas, em geral, não fazem um julgamento muito exato a seu próprio respeito. O professor autoritário julga-se severo; o mau motorista acha-se ousado e corajoso; o filho rebelde considera seu pai quadrado; o sujeito sovina vê-se como um homem econômico; o fracassado acredita-se injustiçado e assim por diante. Por esse motivo, essas pessoas quando são criticadas, principalmente em público, ficam aborrecidas e, não raro, guardam um grande ressentimento contra a pessoa que a criticou. Não pense que você, ao criticar uma pessoa, está prestando um grande serviço a elas mesmo quando se trata da chamada crítica construtiva. Isto é um puro engano. As pessoas aprendem com a vida e quando estiverem suficientemente maduras para tanto. Mesmo as pessoas que conhecem seus defeitos não gostam de tê-los apontadas em público.

            Eu, por exemplo, gosto muito de cantar mas tenho um ouvido péssimo para a música, quase sempre desafinando quando canto. Quando eu lecionava na UGF (Universidade Gama Filho), eu tinha um amigo por nome Ruy que gostava de cantar comigo, principalmente músicas muito antigas.

            Um dia em que Ruy e eu estávamos cantando na sala de professores em um intervalo de aula, aproximou-se de nós um professor que me perguntou:

            - Leal, você gosta de cantar?

           - Gosto. Respondi.

          - Então por que não aprende?

 Sorri envergonhado e parei de cantar. Este colega que me criticou é pastor batista e me convidou para eu ir à igreja dele a fim de ouvir um coral maravilhoso que lá existia. Prometi que ia assim que pudesse, mas não fui logo. Quando ele me perguntava porque não havia ido eu dava uma desculpa. Comecei a pensar no assunto e descobri que não havia ido à igreja ouvir o coral porque estava chateado com a crítica que me fora feita. Descoberto isto, fui assistir ao coral e gostei muito.

Você leitor poderá dizer: Ora que bobagem! O que ele disse, além de ser verdadeiro não foi tão grave assim. É possível. Mas não se esqueça de que a gravidade de uma crítica não depende apenas de seu conteúdo, mas da sensibilidade do criticado; assim, uma crítica simples para uma pessoa pode ser muito dura para outra. Uma amiga minha ficou muito zangada com o marido porque ele disse que o macarrão que ela fez havia ficado colento.

Quero lembrar que como existem pessoas de pedra, de ferro ou de madeira, também existem pessoas de vidro e essas últimas se quebram muito facilmente, por isso devemos ter muito cuidado para não agredi-las se fazemos questão da amizade delas. Nesse caso, uma regra é fundamental: fazer silêncio onde a nossa palavra não construa.

Vou lhes contar um outro caso. Certo dia em um colégio estadual em que lecionei, um grupo de professores se reuniu para discutir o modelo pedagógico do nosso colégio. Havia entre os docentes um professor chamado Honório, que “falava pelos cotovelos”. Esse professor quando tomou a palavra, disse:

Quero fazer uma proposta, acho que um critério muito válido a ser examinado por nós seria a relação professor/aluno. Em nossa escola há muitos professores autoritários, prepotentes e agressivos que confundem arrogância com severidade e os alunos sofrem muito com isto. Penso que este problema deve ser levado a sério se desejamos ter uma escola eficiente.

O professor Honório prosseguiu neste tom crítico e, ao terminar, um silêncio gelado tomou conta do grupo e a proposta do professor não foi aceita, tendo recebido o repúdio geral. Naquele dia, o professor Honório perdeu uma bela oportunidade de ficar calado.

Como se pode ver, a crítica não é uma banalidade, algo que você faz e o outro tem a obrigação de compreender. Há uma outra regra muito prática do ponto de vista da moral evangélica: Seja mais severo que os seus próprios erros e mais indulgente com os erros alheios.

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